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Saúde e Equilíbrio - Fernando Viégas Delgado

Automedicação

Publicado em 18/12/2018 00h14

Automedicação

Seja por conta própria ou por indicação, o simples ato de tomar remédios sem recomendação médica pode ser mais prejudicial à saúde do que se imagina. Isso porque os perigos da automedicação vão além do agravamento da doença, já que o uso inadequado de medicamentos pode causar até mesmo a morte. É bastante comum ter em casa um estoque de comprimidos e pílulas para amenizar as dores mais diversas. Porém, o alívio dos sintomas após a automedicação nem sempre significa que houve um tratamento adequado.
 
E muito menos que o problema foi resolvido, pois a prática pode estar mascarando problemas mais sérios. A automedicação se caracteriza pela prática de tomar remédios, sem a avaliação prévia de um profissional de saúde. Nessas situações, a pessoa tende a medicar-se por conta própria ou por indicação de amigos, familiares e conhecidos. Tal hábito geralmente está relacionado à intenção do paciente em aliviar algum sintoma. O Brasil é recordista mundial em automedicação. De acordo com pesquisa de 2016 feita pelo Instituto de Ciência Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 72% dos brasileiros se medicam por conta própria. Além do uso inadequado, muitos têm o hábito de aumentar as dosagens para obter alívio mais acelerado.

Outro dado relevante mostra que 40% da população faz o autodiagnostico por meio da internet. Surpreendentemente, a edição anterior da mesma pesquisa, realizada em 2014, também apontou que quanto maior o grau de escolaridade, maior é a prática da automedicação pelos brasileiros. Já em relação ao gênero, os dados são bastante próximos: 76,7% dos homens e 75,1% das mulheres têm o hábito de se automedicar.

A principal causa da automedicação talvez esteja relacionada a um aspecto cultural, em que tomar remédio por conta própria, sem a necessidade de ir até o médico, alivia a dor de imediato. No entanto, outras causas podem contribuir para essa prática: precariedade do sistema de saúde; dificuldade para marcar consultas médicas; variedade de produtos fabricados pela indústria farmacêutica; venda livre de medicamentos; livre acesso a informações sobre doenças por meio da internet e falta de fiscalização na venda de medicamentos prescritos. Alguns tipos de medicamentos, mais especificamente os não tarjados, não exigem a prescrição médica, sendo comercializados livremente.

Esses remédios são caracterizados pela baixa toxicidade e comumente são representados por substâncias que tratam sintomas de resfriados, azia, má digestão e dor de cabeça. No caso de medicamentos tarjados, a prescrição é indispensável, uma vez que esses remédios apresentam possíveis efeitos colaterais graves. Além disso, alguns deles, como os antibióticos, obrigam a retenção da receita.

Vale destacar que os remédios de tarja preta e vermelha são os mais perigosos quando o assunto é intoxicação. Os líderes no ranking da automedicação são os anti-inflamatórios e analgésicos, especialmente aqueles que aliviam dores de cabeça e coluna. Na lista também estão remédios para combater sintomas da má digestão, gripes e antibióticos. Não é somente o fato de tomar o remédio sem recomendação médica que pode trazer riscos à saúde. Doses em excesso, administração inadequada e uso para fins não indicados também trazem consequências perigosas.

O principal problema está no fato da automedicação contribuir para a dificuldade e atraso no diagnóstico de determinadas doenças, agravando o problema. A combinação de medicamentos pode anular ou potencializar o efeito do outro. Por esse motivo, é tão importante ler as informações contidas no campo “interação medicamentosa”, presente na bula do remédio. Na questão relativa aos antibióticos o uso errático pode aumentar a resistência de micro-organismos, comprometendo a eficácia do tratamento.
 
Por esse motivo, hoje a venda desse tipo de medicamento só é permitida com a retenção da receita. Os analgésicos, anti-inflamatórios e antitérmicos são os maiores causadores de intoxicação pelo uso de medicamentos. O problema pode surgir quando há uma superdosagem na ingestão do remédio, resultando em reações alérgicas. Em quadros graves de intoxicação, pode haver a morte do paciente. Na dúvida consulte um médico, fica a dica.

Dicas de saúde
Todo medicamento, sem exceção, provoca riscos à saúde quando não prescritos por médicos, ao contrário do que muitos pensam, os remédios naturais podem apresentar efeitos colaterais. Tome muito cuidado, ser natural não exime as medicações de serem potencialmente alergênicas ou terem efeitos colaterais. Se oriente de maneira eficaz.

Calendário
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Dicionário de medicina
Hipocondríaco: A hipocondria, do grego hypo - e chondros, também conhecida por nosomifalia -, é um estado psíquico em que a pessoa tem a crença infundada de que padece de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional da morte, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, preocupação e auto-observação constante do corpo e até, às vezes, a descrença nos diagnósticos médicos. Muitas vezes encarada como algo engraçado, a patologia é séria e prejudica a vida de pacientes e parentes. Pode estar associado à automedicação ou não.


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