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Saúde e Equilíbrio - Fernando Viégas Delgado

Câncer infantojuvenil

Publicado em 27/11/2018 00h17

Câncer infantojuvenil
Foto: Divulgação/Notisul

O dia 23 de novembro foi instituído, em 2008, como sendo a data oficial para conscientização ao câncer infantojuvenil - (lei nº 11.650, de 4 de abril de 2008). A data foi imposta para que entidades e instituições ligadas à saúde realizem ações, debates, eventos, entre outras atividades; trazendo informações sobre crianças com câncer e também para divulgar avanços técnicos e científicos sobre o problema câncer infantil. Hoje, é a primeira causa de morte por doença entre crianças, adolescentes e jovens de 1 a 19 anos incompletos, de acordo com o Instituto Nacional de Combate ao Câncer (Inca).

No entanto, o desconhecimento do brasileiro em relação a esse assunto é muito grande, como mostrou a pesquisa “Câncer Infantil: o quanto conhecemos”, realizada pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), em parceria com a Bayer, em cinco capitais brasileiras (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília), com 2,5 mil entrevistados. O levantamento tem como objetivo mensurar o conhecimento da população brasileira sobre o câncer infantil e alertar para os primeiros sinais da doença, e que podem viabilizar um diagnóstico precoce.
Denominado infantil ou infantojuvenil, esse tipo de câncer compreende o aparecimento de tumores em diferentes locais do corpo e acomete crianças e jovens de 0 a 19 anos incompletos. Representa 3% do total de casos de câncer no Brasil, somando atualmente 12,6 mil casos novos ao ano no país. As principais diferenças entre os cânceres infantis e de adultos estão nos aspectos morfológicos (como o tipo de tumor), no comportamento clínico (como a sua evolução) e nas localizações primárias.

Enquanto que nas crianças e jovens os cânceres geralmente afetam as células do sistema sanguíneo, nervoso e tecidos de sustentação, como os ossos; nos adultos, as células epiteliais, que recobrem os órgãos são as mais atingidas. Além disso, os cânceres no adulto comumente apresentam mutações em decorrência de fatores ambientais, enquanto que nos pequenos e jovens, ainda não há estudos conclusivos sobre a influência desses aspectos no aparecimento da doença. Segundo o médico Cláudio Galvão de Castro Jr., presidente da Sobope e chefe do Serviço de Oncologia e Hematologia Pediátricas do Hospital da Criança Santo Antônio, “é preciso entender que as diferenças entre os cânceres infantis e em adultos são muitas. Nas crianças, por exemplo, importa mais o tipo de célula afetada do que a localização do tumor. Além disso, apesar de mais agressivos e se tornarem invasivos mais rapidamente, os tumores infantojuvenis, quando tratados corretamente, respondem melhor”. As leucemias, linfomas, tumores cerebrais, neuroblastoma, retinoblastoma e osteossarcoma são os tipos mais comuns de câncer infantojuvenil. No entanto, o diagnóstico precoce e correto é essencial para o sucesso do tratamento, e o desconhecimento a respeito dessas doenças se mostra uma barreira importante que ainda precisa ser transposta pelos brasileiros.

No câncer infantil, é difícil falarmos em prevenção; por isso fala-se tanto na importância do diagnóstico precoce. Devemos estar atentos aos sinais e sintomas e sempre que houver uma suspeita, procurar um médico, ou pediatra ou mesmo o médico da rede básica de saúde para se realizar exames e encaminhar rapidamente ao oncologista infantil e iniciar o tratamento. Assim poderemos ter melhores respostas e alcançarmos a cura, que é o foco. Hoje, já é possível contar com tecnologias inovadoras para o tratamento dos cânceres infantis. E lembrem-se que na criança a resposta ao tratamento é melhor que no adulto.

Dicas de saúde
Sinais de alerta para câncer infantojuvenil

• Mancha branca nos olhos, perda recente de visão, estrabismo, protrusão do globo ocular;

•  Aumento de volume (massa): abdômen e pelve, cabeça e pescoço, membros, testículos e glândulas;

 • Sinais/sintomas sem explicação: febre prolongada, perda de peso, palidez, fadiga, manchas roxas pelo corpo e sangramentos;
 
•  Dores: ossos, articulações, nas costas e fraturas, sem trauma proporcional;

•  Sinais neurológicos: alteração da marcha, desequilíbrio, alteração da fala, perda de habilidades desenvolvidas, dor de cabeça por mais de uma semana com ou sem vômitos, aumento do perímetro cefálico.


Dicionário
Osteosarcoma: é o tumor ósseo maligno primário mais comum. Geralmente aparece em locais onde os ossos se desenvolvem mais rápido e durante a fase de crescimento. É mais comum aos 20 anos e frequentemente tem rápida ascensão.

Retinoblastoma: é um tumor maligno da retina desenvolvido a partir dos retinoblastos, que são células precursoras dos fotorreceptores da retina.


Datas comemorativas da saúde
Dia 25/11: Dia Internacional do Doador de Sangue - Dia Nacional de Combate ao Câncer.

Dia 27/11 - Dia Nacional de Luta contra o Câncer de Mama.


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