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Saúde e bem-estar - Fernando Hellmann - Naturólogo

O poder terapêutico da água mineral: Dicas para ampliar sua saúde com a crenoterapia

Publicado em 01/10/2019 00h15

O poder terapêutico da água mineral:  Dicas para ampliar sua saúde com a crenoterapia

Que a água é indispensável à sobrevivência humana todos sabem. Mas você sabia que a quantidade e o tipo de água que você ingere pode ter efeito terapêutico? A ingestão de água para prevenir e tratar doenças e ampliar a saúde é um dos tipos de tratamento da crenoterapia - a terapia com base no uso de águas minerais - e é denominada “Cura Hidropínica”.

No Brasil, o Código de Águas Minerais diferencia as águas potáveis, a exemplo da água de torneira, as quais preenchem tão somente as condições de potabilidade, das águas minerais uma vez que essas últimas possuem composição química ou propriedades físico-químicas distintas das águas comuns, “com características que lhes conferem ação medicamentosa” (Decreto-lei 7.841/1945). Sendo assim, para melhorar sua saúde, não basta apenas beber água. É necessário conhecer os benefícios da água para a saúde, saber qual a quantidade e qual o tipo de água mais indicada para você.


Os benefícios da água na saúde humana
A água representa 60% do peso corporal de um indivíduo adulto e é elemento de grande vitalidade para o organismo. O corpo humano pode ficar algumas semanas sem ingerir alimentos, mas três dias sem beber água pode levar uma pessoa a morte.

A água é o principal componente das células do corpo e do sangue e seu consumo adequado é fundamental para o transporte de nutrientes e oxigênio à todo organismo. Beber de água é fundamental para o bom funcionamento cerebral, pois quando estamos bem hidratados o sangue levado ao cérebro está mais bem oxigenado, melhorando o raciocínio e também o humor. É fundamental para o bom funcionamento dos rins, maior eliminação de resíduos desnecessários ao organismo, bem como menor probabilidade de cálculos renais (pedra nos rins). Igualmente, a água melhora o sistema digestório: facilita a absorção dos nutrientes, auxilia na regulação do intestino e na prevenção da prisão de ventre e facilita as funções do fígado. A ingesta adequada de água também favorece a respiração, pois os alvéolos pulmonares hidratados difundem melhor o oxigênio e a umidade nas vias aéreas suavizam os riscos de infecções. A hidratação adequada auxilia a lubrificar e proteger as articulações, melhora o funcionamento dos músculos, incluindo os músculos do coração, e é essencial para manter a saúde da pele.


Qual é a quantidade de água necessária para hidratação adequada?
Você já deve ter ouvido falar que devemos tomar dois litros de água por dia. Mas você realmente acha que uma pessoa com 90kg e outra com 45kg deveriam tomar a mesma quantia de água? Na verdade, a quantidade de água a ser ingerida por uma pessoa varia conforme características pessoais e as exigências do cotidiano e do meio.

Diversos fatores intervêm na quantidade de água a ser ingerida por dia. As pessoas com metabolismo mais acelerado precisam mais água do que aquelas com metabolismo lento. Os praticantes de atividade física mais intensa necessitam repor mais líquidos do que os que fazem atividades moderadas. Quem se alimenta de comida mais salgada e gordurosa necessita mais água do que os que se alimentam com mais frutas, legumes e verduras. Os moradores de regiões quentes devem beber mais água do que aqueles que vivem em locais frios, bem como no verão devemos tomar mais água que no inverno

De modo geral, para um adulto saudável o cálculo médio da quantidade de água a ser consumida diariamente é de 30ml a 35ml multiplicado pelo peso corporal. Assim, uma pessoa adulta de 45kg necessita em média entre 1,3 à 1,5 litros (5 a 6 copos) de água diariamente e uma pessoa de 90kg de 2,5 à 3 litros (10 a 12 copos) de água por dia. Já um idoso o cálculo varia entre 20ml a 25 ml multiplicado pelo peso corporal, levando em conta que a pessoa não tenha problemas renais. Porém, algumas doenças interferem nessa quantidade de água. Caso o indivíduo esteja com febre, diarreia ou vômito, por exemplo, deverá aumentar a ingesta de água; já uma pessoa com insuficiência renal a quantidade deve ser reduzida e até mesmo limitada, conforme orientação médica.

Para monitorar a quantidade de água necessária ao seu organismo observe a coloração da sua urina. Se a cor estiver amarelo forte e com odor é sinal que você está bebendo pouca água; neste caso, aproveite e já tome água mineral. Já a urina límpida e transparente indica excesso de ingesta de água. O ideal é que a urina seja amarelo clara.

Uma coisa é certa: não espere ter sede para beber água, pois a sede é reflexo do corpo indicando que ele já está desidratado. O ideal é tomar água ao longo do dia, preferencialmente entre os intervalos das refeições. Evite beber líquidos durante as refeições pois tende a prejudicar a digestão e a aumentar o volume do estomago. Tome água antes, durante e após atividades físicas. Se você consumir álcool intercale com água para evitar desidratação e com isso a ressaca. Uma dica importante para a saúde: tome de um a dois copos de água pela manhã em jejum, preferencialmente na temperatura ambiente ou morna. Lembre-se de não exagerar na quantidade: beber água em excesso pode eliminar sais minerais demasiadamente, além de fazer os rins se sobrecarregarem. E para ampliar o efeito terapêutico da água ingerida, escolha uma água mineral condizente com as suas necessidades.


Tipos de água mineral e suas indicações terapêuticas
Na Crenoterapia a Cura hidropínica, como é chamada a terapia pela ingesta de água mineral natural, é o método mais simples de tratamento. Consiste na indicação terapêutica da ingesta de água mineral segundo as necessidades de saúde de cada pessoa. E cada água mineral possui indicações específicas. Se você pegar diferentes rótulos de água envasada vai compreender melhor que cada água mineral tem composição físico-química diferentes uma das outras. O resíduo de evaporação, por exemplo, está relacionado com a quantidade de sais minerais presentes na água e seu valor é expresso em miligramas. Assim, uma água com 300mg/l de resíduo de evaporação tem seu teor de sais minerais dez vezes maior do que daquelas que possuem 30mg/l. As águas com baixo resíduo de evaporação são pouco mineralizadas e, portanto, são mais diuréticas, tendo suas finalidades terapêuticas indicadas aqueles que necessitam de maior diurese, tais como nos casos de portadores de hipertensão arterial sistêmica, cálculos renais e gota, como terapia complementar e não exclusiva. Por sua vez, as águas digestivas são aquelas com quantidade de sais minerais ou radiação que confere efeito terapêutico. Geralmente o rótulo da água mineral indica a classificação físico-química. Destacam-se as águas bicarbonatadas, sulfatadas, sulfuradas, carbogasosas, ferruginosas e radioativas, e suas propriedades terapêuticas quando ingeridas (EYZAGUIRRE, 2018): o Bicarbonatadas: antiácidas; aumentar a atividade pancreática; protege o fígado e favorece a eliminação do ácido úrico pela urina. O Sulfatadas: efeito levemente laxante, auxilia no aumento da secreção biliar pelo fígado e estimula o peristaltismo (movimento) intestinal. O Sulfuradas: são antialérgicas e possuem ação reguladora das secreções gástricas. O Carbogasosas: facilita a digestão, facilita a mobilidade gástrica e a função dos intestinos. O Ferruginosas: ativam o processo de produção células vermelhas do sangue (hemácias) e das funções oxidativas dos tecidos celulares, sendo indicada como coadjuvante nos tratamentos de anemia. O Radioativas: possuem ação sedativa, analgésica, previne espasmos no estômago, intestino, útero ou bexiga, e auxiliam a regular o sistema nervoso autônomo.

Convém ressaltar que as águas radioativas, por se tratar de característica física (e não química), possuem atividade terapêutica se ingerida diretamente na fonte pois o período de meia vida do gás Radônio é de aproximadamente quatro dias; passado este tempo o efeito terapêutico já caiu pela metade. As águas minerais do litoral catarinense, incluindo das fontes termais de Tubarão, Gravatal e Santo Amaro da Imperatriz, são exemplos de águas minerais radioativas na fonte.
A água mineral também pode haver contraindicações relativas. Por exemplo, não é aconselhável que pessoas hipertensas ou com graves problemas cardiovasculares ou renais faça uso de água rica em sódio; neste caso é aconselhável água mineral com baixo resíduo de evaporação. Da mesma forma as águas minerais ferruginosas são contraindicadas para portadores de hemocromatose e as ricas em cálcio contraindicadas para pessoas com tendência a cálculos renais.

Vale lembrar que a terapia pela água mineral não é uma panaceia. Quando queremos tratar doenças, a crenoterapia deve ser utilizada coadjuvante. Quando queremos ampliar nossa saúde, a hidratação ideal deve ser associada a outros cuidados, notadamente exercícios físicos, boa alimentação, repouso e lazer. E lembre-se: beber água é vital!


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