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Rafael Andrade

Se é fake não é news

Publicado em 12/11/2018 00h23

Se é fake não é news
A Lívia tem direito de viver, por que tanta demora?

Mania de brasileiro em batizar e adotar termos e nomes ingleses à sua língua, algo que não noto em Portugal, por exemplo, onde o patriotismo e a independência sempre prevaleceu, inclusive neste detalhe de usar frases estrangeiras. Mas como o Brasil nada mais é que uma cópia de cinco décadas atrasadas dos Estados Unidos, então isso ainda vai longe...

Mas o assunto macro que quero discutir hoje são as mentiras espalhadas afinco via redes sociais. Chamo mentiras porque o termo aspirado, inclusive por autoridades, como visto recentemente pelo TSE durante as eleições do mês passado, o tal de fake news está errado e é redundante, pois se é falso passa a não ser notícia, atinge de longe o contraponto de tudo que é jornalismo.

Já está mais que na hora de ler o que te enviam e desconfiar, sempre. Não adianta usar a fácil e fútil função do encaminhar, disposta no aplicativo WhatsApp, por exemplo, ou compartilhar, via Facebook, e depois passar vergonha. A criação de situações que possam influenciar alguém ou algum lugar e propagada de maneira infantil pelo grande público é facilmente plausível de processo para quem cria e para quem compactua com tal discernimento dessas desinformações, como já previsto em leis. E por falar em normas, esta é uma das áreas investigavas que mais ascende dentro das delegacias, o que acarreta no seu crescimento natural, ou por cascata, também no incremento no setor advocatício e, consequentemente, jurídico - e em todas as esferas.
 
Participo de grupos em algumas redes sociais, como você que me lê, pelo menos 99,99% dos que me acompanham. Diariamente, somos contaminados por tanta asneira, que o melhor a se fazer é sair deste tipo de círculo vicioso de propagação de porcaria ou simplesmente ignorar, porque chamar a atenção que é falso cansa, como eu já cansei de fazer.

Este fenômeno não é exclusividade da atualidade. As mentiras publicitáveis sempre ‘existiram’, muito antes da era cristã. A diferença é que hoje os boatos são amplamente repercutidos por meio das mídias sociais. Anteriormente, reis ganhavam guerras e terras por espalhar utopias, como as que detinham dragões domesticados, magos que poderiam transformar uma unidade de soldados em sapos, e que mantinham mais guerrilheiros que habitantes em seu império. Ditadores também avançaram territórios por espalhar um poder fantasioso, o que, com o tempo, deixava de vestir a carapuça da mentira, uma das piores armas bélicas já criadas.

Enfim, se puderam simplesmente ignorar ou desconfiar, façam. Ler o conteúdo, conferir a data, duvidar de manchetes sensacionalistas, verificar a fonte, entre tantas outras simples ações podem minimizar este vírus.

A Lívia tem direito de viver, por que tanta demora?
Se não tiver mudanças no setor educacional e de saúde no Brasil com a chegada dos novos eleitos, a partir de janeiro e fevereiro de 2019, a começar pelas Assembleias Legislativas, passando pelo Congresso e aval dos governadores e Presidência da República, aí não adianta em nada matar bandido na favela, o que concordo, pois são um dos cânceres do país. Lívia Alves Locks, de 2 anos, de Tubarão, diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal (AME), teve o medicamento suspenso pelo Judiciário porque o Executivo recorreu. Ou seja, os dois poderes querem que a criança não se desenvolva, não tenha qualidade de vida ou até mesmo que venha a óbito. Este é o recado que passam negando o que lhe é de direito, conforme a Constituição de 1988. Não importa se o medicamento custa R$ 50 ou R$ 50 milhões, se há caminhos, que os usem. Lívia, você vai vencer mais essa!


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