quinta, 23 de maio de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Ubaldo

Apelo maior

Publicado em 17/04/2019 00h30

Temos presenciado tantas atrocidades mundo afora que nada mais surpreende. As notícias são tão bizarras que fica muito difícil entender a dinâmica de certas situações na sociedade moderna. Sabemos que o poder seduz, é bem verdade, mas não podemos entender como determinados governantes mantêm seu status de poder, pagando com vidas humanas. A crise na vizinha, Venezuela, é um exemplo bem próximo de nós, onde o ditador Maduro, continuísmo do ditador Hugo Chaves, governa com punho de ferro um país cuja economia está em frangalhos e o povo morrendo de fome. O pior ainda é que encontre defensores fora de suas linhas territoriais, como no Brasil, onde a esquerda está ao lado dos chavistas e levanta a bandeira como se lá fosse uma democracia. Sim, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, não só faz discurso nesse tom, como foi pessoalmente legitimar um ditador sanguinário no poder, tudo em nome da bandeira vermelha, um plano traçado no Foro de São Paulo, onde os governantes de esquerda tentam se unir para influenciar outros países a formar um bloco socialista, a qualquer preço.

A tentativa tem sido enfraquecida com perdas, sendo a saída do PT do governo a mais contundente, mas ainda ganha força com a unificação dos partidos de esquerda que não se conformam com a virada de opinião no maior e mais influente país da América do Sul. Não dá mais para entender pessoas de esquerda defenderem o indefensável. Não há mais argumentos para defender ditaduras que ao longo do tempo e da história se mostraram ineficazes para a população e que, na maioria das vezes, exploram o seu povo com trabalho escavo, com falta de saneamento, que não investem em educação e saúde e que não há nenhum plano de infraestrutura. Mas a pergunta que deve ser respondida é: como se sustentam no poder, com tantas mazelas que deixam para seus compatriotas?

A resposta é muito simples, o que temos é um grupo de pessoas que se beneficia, que é amparada por forças militares cujo alto escalão recebe propina e ainda por nações maiores como a Rússia e China, que dão apoio para manter uma base socialista na América Latina. Mas o preço é cobrado com sangue? Sim, o preço é pago com o sangue daqueles que não têm voz nem vez, que morrem de fome ou por causa de tiros, desferidos pelas forças que defendem esta posição a qualquer custo. Precisamos de um apelo maior, humanitário, não apenas para fazer chegar até a população alimentos e remédios, a verdadeira ajuda humanitária é fazer pressão junto à comunidade mundial (leia-se ONU e outros órgãos) e ainda países com poder econômico e bélico para criar meios de depor este ditador. O bloco socialista tentará, a qualquer custo, por estratégia econômica e financeira, manter esta situação que é insustentável, desumana e assassina. A responsabilidade é de todos nós, pois, no momento em que alguém é aviltado e seus direitos mais básicos não são respeitados, passa a ser um problema geral. Por isto é que não podemos ficar calados diante dessa situação, pois é um crime contra a humanidade e, se nada fizermos, seremos coniventes ou cúmplices.


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