quinta, 23 de maio de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Ubaldo

Provações

Publicado em 21/02/2019 00h40

O ser humano costuma, de uma forma egoísta e egocentrista, hipertrofiar seus infortúnios, e mais, age como se fosse vítima dos desígnios divinos (os teístas) e ainda que os seus problemas são os mais graves, os mais pesados e os mais urgentes. Entendo que não é fácil passar por dificuldades, mas também entendo que não há como evoluir como ser humano se não se passar por provações que certamente nos chegam com o decorrer do tempo de nossa existência. Penso que nada existe por acaso e que lamuriar e bradar seus problemas, além de perder tempo em buscar soluções, somente faz piorar. Acredito que somente a dor seja capaz de ensinar que certas feridas precisam ser cuidadas com mais afinco. Acredito ainda que a evolução em todos os planos passa por momentos de dificuldades, de dor, de tristeza e de desassossego, mas temos que olhar para a frente, em direção à luz, para trás, como forma de aprendizado, e para os lados, para nos apoiarmos nas pessoas que certamente nos passam ensinamentos.

Os ensinamentos, muitas vezes vêm em forma de exemplos de superação de pessoas que, com maiores dificuldades, mostram uma capacidade de sublimar muito acima da média da maioria dos comuns. Precisamos abrir não apenas os olhos, mas sobretudo o coração, para entendermos que a dor dos outros pode ser muita maior que a nossa e que a forma como as pessoas se regeneram de infortúnios possa ser uma valiosa lição, talvez a mais importante que possamos ter, lição que os livros não ensinam e que somente a sensibilidade da alma é capaz de fazer uma leitura correta. Por isto precisamos utilizar nossas virtudes para entender e aceitar aquilo que nos é reservado com resignação, mas com tenacidade para superar.

Quando observamos as catástrofes que assolam o mundo, às vezes longe de nós e outras vezes próximas, isso nos abala, principalmente quando a imprensa dá um destaque, criando uma comoção generalizada, mas em seguida nós voltamos para os nossos problemas e esquecemos a dor alheia. Muitas vezes precisamos nos colocar no lugar dos outros para entendermos o tamanho da sua angústia e, então, nos dignarmos a ajudar, o que, além de minimizar o sofrimento de alguém, o que é nobre, fará com que os nossos problemas sejam menores, e isto é um aprendizado e uma forma de cura para nós. Mas é necessário ter a alma grande para poder ver esta dimensão do infortúnio alheio. Não é qualquer um que consegue agir dessa maneira. É necessário ter um olhar macro para os problemas, os mais diversos, que acometem inúmeras pessoas e precisamos então agir de maneira humanitária para nos irmanarmos e diminuir o sofrimento de muitos.

Os exemplos estão bem ao nosso alcance, pois as guerras dizimam mais que vidas, eliminam famílias, acabam com a economia e, pior, com a esperança de muitas pessoas, que precisam migrar para terras onde buscam dignidade, e onde, na maioria das vezes, não são bem recebidas. Com tantas mazelas que a vida nos apresenta ao longo de nossa existência, se faz necessário nos fortalecermos espiritualmente, e praticar as virtudes da fé, da esperança e da caridade, mas, além disso, precisamos ser solidários na dor para podermos evoluir no plano espiritual. Somente dessa maneira conseguiremos acumular luz para iluminarmos o acidentado trajeto da existência.


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