quinta, 23 de maio de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Ubaldo

Evolução

Publicado em 06/02/2019 00h11

A teoria evolucionista do inglês Charles Darwin, em seus célebres e definitivos conceitos, mostrou de maneira inconteste que terão melhores condições de sobreviver no mundo indivíduos que estiverem melhores preparados. Os mais fortes, os mais saudáveis e os melhores adaptados ao meio têm uma chance melhor não só de viver mais, mas também, e sobremaneira, de gerar indivíduos saudáveis, para que a espécie tenha melhores condições de perpetuação. Sabemos, nos dias atuais, que os estudos Darwinianos moldaram uma perspectiva que vale para todas as espécies, incluindo a nossa. Precisamos entender que a evolução pode, e deve, ser vista e analisada por muitos fatores. Mas o que pretendo analisar neste texto é a evolução humanista, espiritual, aquela que pode ser analisada de uma forma menos convencional, menos pragmática, menos cientifica, mas nem por isto menos importante. 

A idade vai passando e nos traz o refinamento da paciência e da tolerância. A juventude é o estado bruto da consciência que o tempo se encarrega de lapidar com sabedoria. Se antes tínhamos pressa de evoluir materialmente, o tempo mostra que a pressa é pela felicidade, que nem sempre é possível ser sentida, pelas mentes mais arraigadas no materialismo. O tempo mostra que a evolução humana só é completa quando nos desapegamos mais do mundo material e avançamos no espiritual. A idade nos mostra que o conforto de um sapato surrado ou de um jeans amaciado pelo uso é infinitamente mais prazeroso que o sapato de cromo reluzente, mas que machuca os pés, ou a roupa que modela o corpo, mas que não traz acolhimento. Depois de um certo tempo, vamos entendendo que um sorriso sincero e um abraço fraterno são tão reconfortantes que se tornam um combustível que passamos a buscar no dia a dia para conseguirmos levar em frente a rotina diária, que nem sempre nos oferece afagos desta natureza.

A evolução mais importante que podemos buscar na vida, além, claro, da inexorável busca de uma qualidade de vida, é o conforto humanista. Nada é mais prazeroso que a satisfação de fazer nosso ofício bem feito e com paixão, nos tornando parte integrante do mundo, de maneira que nos sentirmos úteis a outrem. Com o tempo vamos entendendo que a felicidade não pode ser plena se meu semelhante, ao alcance de minha relação, esteja passando privações. Precisamos entender que, na maioria das vezes, dedicar um tempo a uma pessoa talvez seja talvez sua maior necessidade. A verdadeira evolução é desapego material que deve ser substituído pelo altruísmo. É difícil, mas temos que traçar esta meta se quisermos evoluir de fato, para podermos então sermos imprescindíveis.


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