quarta, 23 de janeiro de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Ubaldo

O milagre da vida

Publicado em 19/12/2018 00h42

"É preciso valorizar a vida, o bem mais precioso que temos”

Muito embora todos saibam que o bem mais precioso que temos, a vida, poucos, no entanto, cuidam dela como tal, aliás o que temos visto é a banalização da vida. Muitos se arriscam como se gatos fossem (dizem que os gatos têm sete vidas) em atividades de risco totalmente desnecessárias, por um certo prazer mórbido, ou por ter a sensação que o mal só acontece com os outros, mas quando se dá mal, sendo muitas vezes privado de qualidade de vida ou da própria vida, familiares ficam a lamentar. Mas os casos se repetem com uma frequência assustadora. Temos exemplos de sobra em atividades do nosso cotidiano. São trabalhadores que negligenciam os equipamentos de segurança, motociclistas que deixam de usar o capacete e roupas apropriadas, sem falar na manutenção de suas máquinas, a qual costuma ser precária. Pais que conduzem seus filhos sem a menor segurança nos automóveis, onde motoristas irresponsáveis dirigem com altas taxas de álcool no sangue, sangue este que costuma estar impregnado com outras substâncias que tiram a atenção do condutor.

Nas nossas cidades temos a violência urbana, na qual a vida literalmente nada vale, sendo muitas vezes moeda de troca entre bandidos de todas as classes sociais. Violência que vem explodindo nas grandes cidades, quer por guerra de tráfico de entorpecentes, quer por autoafirmação de delinquentes, que tiram a vida de sua vítima para mostrar valentia ou para subir hierarquicamente no crime organizado. No mundo de hoje nascemos fácil (já passamos dos 7 bilhões) mas morremos também muito fácil. Precisamos valorizar a vida como o bem mais precioso que temos, para isto precisamos nos cuidar na forma física, no sono adequado, na prevenção de doenças, na alimentação, abolir o uso de substâncias tóxicas. Também um fator extremamente importante para valorizarmos a vida é procurar viver de uma forma mais simples, valorizando o ser, muito mais que o ter. Os prazeres mundanos, não sejamos hipócritas, são importantes, mas não a qualquer preço.

Não é valorizar a vida trabalhar de forma extenuante para adquirir certas posses, muitas vezes apenas para mostrar aos outros, nem tanto para o deleite próprio. Precisamos entender que valorizar a vida, a maioria das vezes, não é dispendioso, são atos simples, como conviver com amigos, valorizar a família, trabalhar com afinco em seu ofício e olhar para o próximo como uma extensão de nossa própria vida, é saber que o fato de ajudar alguém dá uma satisfação tão grande ou maior que adquirir um bem de consumo. A evolução é constante e, com isto, precisamos desenvolver nossas virtudes para que encontremos a felicidade e, assim estaremos diante do tribunal de nossa consciência mais próximos da tão sonhada paz de espírito.
 
Todos nós precisamos fazer periodicamente uma reciclagem, colocando nossas ações, desejos e realizações à prova, através de nossa consciência, mas de maneira crítica, para que tenhamos a real dimensão do que estamos fazendo, se isto está servindo para valorizar a nossa vida, a dos que nos cercam e ainda se serve para engrandecer a humanidade. Isso é valorizar a vida.


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