domingo, 24 de março de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Ubaldo

Faxina ideológica

Publicado em 12/12/2018 00h16

Não há nada mais chato no mundo moderno que a tal prática do politicamente correto, já fiz menção neste mesmo espaço, rebelando-me contra esse despautério. A sociedade, como um todo, está focando nas miudezas, sobre as firulas da ‘rebimboca da parafuseta’, deixando passar ao largo o que realmente tem significação e importância prática para a vida de relação em uma sociedade. Explico: causa-me espécie quando alguém defende que um criminoso presidiário tenha que receber auxilio-reclusão como um ato humanitário (uma vez que sua família fica desamparada) mas não levanta a bandeira da família órfã vitimada pelo assassino; fico igualmente indignado quando alguém mata uma mulher e, ao invés do ato ser tratado como um crime que merece ser exemplarmente punido pela lei, se dá maior ênfase ao termo ‘feminicídio’ que ao próprio ato de barbárie.

Acredito que precisamos pensar e agir de uma forma mais simples, onde 2 + 2 sempre resultam em 4, onde o crime de morte não precisa ser maquiado com um nome moderno e que, depois dessa qualificação, o criminoso cumpre 1/3 da pena e, por ter o benefício e a defesa dos defensores dos direitos humanos, que pressionam o judiciário, fica livre e, não raramente, se torna reincidente. Um dos valores mais cobiçados de um indivíduo que viva em sociedade é a liberdade, ter o direito de ir e vir, poder expressar suas ideias livremente, e poder ter livre iniciativa para desenvolver seu modo de vida. Pois bem, queremos e buscamos incessantemente esses valores, mas costumamos agir de forma um pouco diferente quando nos convém. Exigimos a democracia, mas não suportamos conviver com ideias não alinhadas com nossas crenças.

Para os conservadores, quem tem conduta de esquerda é taxado como badernista, revolucionário (no pior sentido do termo), ou mesmo terrorista. Já para os esquerdistas, todo aquele que tenha condutas e idealismo conservador é um fascista. Estas posturas estão atrasando o desenvolvimento sócio-econômico-cultural do país, criando uma grande horda, a qual, ao invés de buscar soluções para os inúmeros problemas que temos em nosso país, fica preocupada em boicotar as políticas sociais do seu oponente, mesmo que isto traga prejuízo até para si próprio. Mais importante que criar um bem comum, é evitar que outro crie, de modo que o crédito se não for para os meus, melhor não desenvolver a ação, mesmo que ela seja justa e beneficie multidões.

É necessário que uma nova prática seja colocada em ação, mas para isto precisamos nos reciclar e entender de uma vez por todas que para que haja desenvolvimento se faz necessário confrontar ideias, entender que as melhores soluções costumam ser consensuais e que isso só ocorre com debates de convergência, não de disputa. Vejo também que o papel da imprensa é fundamental para acabar com embates, a imprensa precisa estimular o debate, a discussão ampla de problemas por diversos ângulos onde as soluções são construídas. Há muito tempo que o jornalismo ‘sensu lato’ deixou de ser imparcial para vestir tendências, o que refuto como um desastre anunciado para a sociedade. Está mais que na hora de fazermos uma faxina ideológica, deixando de lado as picuinhas e posições unilaterais para nos tornamos mais fortes e, com isto, mais importantes no cenário mundial.


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