domingo, 24 de março de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Ubaldo

Divagação filosófica

Publicado em 21/11/2018 00h10

A relação do homem com o mundo é rica em trocas, tanto com o meio social onde se encontra, permitindo interagir com outros seres, ou seja, vida de relação, como também com o meio ambiente, a atmosfera, a biosfera onde desenvolve sua vida. Estas relações ditam as características que passamos a incorporar para nos tornarmos o que somos realmente. A natureza mais ou menos agressiva de nossa personalidade, a preocupação com o nosso semelhante, o cuidado com o planeta, a percepção que temos frente às demais pessoas bem como todas as nossas atividades de relação, resulta de uma íntima interação do meio onde estamos, somada com a carga genética que recebemos. Do ponto de vista sociológico podemos dizer que somos o resultado de nossas interações, com o conhecimento da ancestralidade que são as nossas aquisições socioculturais que recebemos em nosso nascimento e, a partir daí, acrescentamos à nossa vida de relação no meio familiar e social onde estamos inseridos.

Assim, e de acordo com nossa capacidade intelectual, influência familiar e muitos outros fatores, vamos formando a nossa personalidade que, em última análise, ditará a maneira como vamos desenvolver e sentir a nossa vida. Fica claro que somos uma mescla da carga genética e do meio onde estamos e, por isto, somos tão singulares, pois cada pessoa, por ter bilhões de neurônios em seu cérebro, fará infinitas sinapses, sendo por isto impossível haver duas pessoas com o mesmo desenho estrutural em sua arvore nevrálgica, esta que é, em uma região especifica do nosso sistema nervoso denominado Sistema Límbico, responsável pelas nossas emoções e, por isto, responsável pela maneira como nos relacionamos.

Necessariamente o homem precisa, para sua perpetuação no planeta, se reproduzir e, para isto, se relacionar com outra(s) pessoa(s), e também para sua sobrevivência se faz necessário ter uma base alimentar que permita não só manter seu sistema muscular para torná-lo forte e, de acordo com a teoria evolucionista de Darwin, melhor preparado para a competição com outros seres, precisa sobremaneira ter tido uma boa alimentação nos primeiros anos de vida, permitindo estabelecer um maior número de sinapses cerebrais, tornando seu cérebro mais capaz que seus pares. Após estarmos alimentados e com a possibilidade de perpetuar a espécie, o homem passou a buscar explicações para inúmeros fenômenos que ocorrem tanto na natureza como também em relação à sua existência, com algumas célebres indagações. Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos, ao final da jornada da vida?

Assim o homem passou a cultuar o desconhecido e prestar culto a tudo o que não era capaz de explicar. Surgiram as regiões, os fanatismos e todas as formas de relação do homem com o desconhecido, buscando o saber e, quando isto não é possível, ou quando sai do campo cientifico, buscou uma reflexão sobre temas subjetivos, imateriais criando conceitos e ideias, a filosofia, que nos permite ter uma melhor compreensão do mundo, principalmente às mentes mais inquietas. A vida só pode ser plena se nos relacionarmos harmonicamente com as pessoas para enriquecermos com a troca de conhecimento e sentimentos.


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