segunda, 17 de junho de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Ubaldo

País dividido

Publicado em 31/10/2018 00h17

Muito mais que uma disputa política, o candidato eleito presidente terá uma missão muito difícil, vencer a desconfiança de uma parcela muito significativa da população. O país nunca esteve tão dividido e o abismo nunca foi tão profundo como agora. Estamos vivendo um momento delicado e a maioria das pessoas está encarando este momento como se fosse uma disputa, torcendo para que o vencedor faça uma péssima administração para justificar sua posição contrária, o que é uma grande idiotice, pois o governante terá que fazer uma administração para todos. Porém, para muitos, o que importa é aniquilar o oponente, visando muito mais a sua extinção. Sabemos que a democracia se engrandece e prospera com o convívio de ideias que se contrapõem, pois é exatamente com a visão dos opostos que se encontra um meio termo que possa contribuir para o desenvolvimento. Se apenas uma vertente de ideias existir, o fracasso inexoravelmente se pronunciará. O rumo político de uma nação se equilibrará quando a convergência de ideias, mesmo por caminhos diferentes, vise a mesma meta.

Então, a missão do presidente eleito da nação está em conseguir fazer com que as pessoas, deixando de lado as bandeiras partidárias, se unam para desenvolver a nação. Afinal, independentemente da questão ideológica, ele será o comandante de todos nós, e teremos que, além de respeitá-lo como chefe da nação, auxiliá-lo para colocar o país no rumo do desenvolvimento. Esta tarefa, que cabe a nós, devemos executar acima de tudo, deixando as divergências de lado, afinal queremos uma nação forte e precisamos contribuir para que tenhamos uma vida digna, segura, onde os meios podem ser diferentes, mas os fins os mesmos. O extremismo que vivemos nestes últimos tempos dividiu o país e, se não houver a reunificação estaremos rumando para uma queda de braço cuja resultado pode ser a ruína.

Existe uma política bem clara de divisão de ideias, mediada pela violência, pelo inconformismo e pela intolerância. A política está colocando em confronto e estimulando muito mais que o debate, mas a contraposição contundente do rico contra o pobre, do preconceito e de todas as situações que deveriam evoluir em amplos debates, estão evoluindo para amplos combates. A quem interessa essa prática? Precisamos entender que a violência nunca gerou soluções de desenvolvimento, mas sim cria mais animosidade. Precisamos saber o que queremos e o que iremos defender. Estão em discussão temas como liberdade de gênero, prática do aborto, ensino religioso na escola, entre outros, que geram grande polêmica. Precisamos nos posicionar para entender que a nossa responsabilidade é fazer que o nosso representante no congresso faça valer a vontade do povo que o elegeu e seja o seu fiel representante.

O povo, pelo resultado das urnas, está mostrando que anseia por mudança. Creio que é o momento de mudarmos a postura, de nos politizarmos mais, de sermos mais participativos, de defender ideias e, sobretudo, de exigirmos a execução da plataforma que o candidato eleito apresentou em sua campanha. Os próximos quatro anos servirão de base para essa mudança, tão ansiada por todos.


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