domingo, 24 de março de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Ubaldo

Atitudes radicais

Publicado em 24/10/2018 00h11

Está ficando cada vez mais chato expressar opinião sem ser taxado de fascista, defender ideias políticas com tendência a centro ou direita, ou então, radical extremista, se as colocações forem mais de cunho socialista. Não entendo dessa forma e creio que a democracia implica em conviver com ideias contrárias, as quais servem exatamente para o amadurecimento cívico. O propósito, creio, seja para o bem comum e para o desenvolvimento da nossa nação, para que possamos dignamente prover o sustento da família e promover o tão sonhado desenvolvimento socioeconômico de nossa nação. As atitudes radicais polarizadas, nesse momento cívico que estamos vivenciando, mais parecem brigas de torcida de times de futebol que união cívica para o bem de todos. Não importa a sigla que nos represente, desde que o compromisso seja o desenvolvimento da nação e o bem-estar do cidadão.

Precisamos parar de torcer para esta ou aquela bandeira como numa disputa de campeonato. O resultado, independentemente de quem ganhar, será o representante de todos, não importando o alinhamento político de ninguém. O que está em jogo é o nosso futuro e, para isto, se faz necessário não torcer, mas fiscalizar o candidato ao qual empenhamos a nossa confiança. As pessoas estão muito polarizadas em nosso país, esquecendo que o que mais precisamos é o desenvolvimento sustentável com emprego, educação, segurança, saúde e infraestrutura. Se o nosso deputado, senador, presidente ou governador estiver empenhado com estas premissas, dentro de uma normativa legal e com probidade, certamente ganhará o apoio da população, mesmo daqueles que não o elegeram, afinal, no âmago da questão, independentemente de qualquer tendência, precisamos ter salário digno para nos sustentarmos e economia estável para continuar a nos desenvolver.

A social democracia, regime que está presente nos países mais desenvolvidos da Europa e da Ásia, acredito que ainda não seja possível em nosso país, afinal precisamos nos desenvolver economicamente para conseguirmos condições e maturidade para aplicarmos este regime. A social democracia implica em desenvolvimento amplo, abrangente, tanto na economia como na educação, para poder prosperar. E antes que alguém reclame, é mister quer façamos a distinção entre a social democracia, regime que incentiva o empreendedorismo e defende a propriedade privada, e o socialismo totalitário como o de Cuba ou da Venezuela. São coisas muito diferentes. Se então quisermos uma social democracia onde o governo garanta saúde, educação, segurança e transporte para seus concidadãos, mas de maneira digna e de qualidade, precisamos antes nos educar, nos conscientizar, para participar ativamente da vida pública, se não como candidatos, mas com postura de fiscal, no sentido de cobrar ações daqueles que nos representam.

É somente com o engajamento de ideias que poderemos desenvolver a nação, criando induções em todas as áreas para promover o desenvolvimento. Tudo começa no voto, mas termina na participação efetiva de todos.


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