domingo, 24 de março de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Ubaldo

Equilíbrio dinâmico

Publicado em 17/10/2018 00h12

A vida nos reserva surpresas e viver é sempre uma grande aventura, pois na grande maioria das vezes não há uma correspondência entre o planejado e o executado que se nos apresenta. Se por um lado isto nos preocupa, por outro nos mantém sempre com o alerta ligado para a essencial correção de rota que se faz necessária a cada desacerto no plano inicial. Monotonia nos tempos de hoje é quase impossível, as ofertas do mundo moderno nos impelem para planejamento necessário, mas com emendas constantes. O equilíbrio normativo é uma tarefa que exige muito gasto de energia vital para nos manter nos trilhos do desenvolvimento, e dentro de um orçamento cada vez mais enxuto para tantos apelos que nos são ofertados a cada dia pela mídia, às vezes com apelos midiáticos subliminares, característica do avanço da tecnologia empregada em favor do mercado. As ofertas são tão tentadoras que se não cuidarmos, compramos muito mais do que necessitamos e, não raramente, adquirimos produtos com uma tecnologia tão avançada que nunca iremos utilizar a maioria de seus recursos.

Não sou contra a tecnologia, muito menos contra a expertise das agências que anunciam produtos e nos impulsionam a consumir. O que sou totalmente contrário é a falta de planejamento de famílias inteiras que educam mal seus filhos, deixando que sejam influenciados pelo apelo consumista, por pura falta de educação, na mais ampla acepção do termo, confundindo os valores materiais com os de virtudes, onde o “ter” costuma ser confundido com o “ser”. O smartphone de última geração, a roupa de grife, o carro diferenciado, muitas vezes são adquiridos com uma ginástica financeira acima das possibilidades reais do ganho familiar, causando endividamento que compromete as necessidades mais básicas, como a própria alimentação.

Sabemos que o que nos dá grande prazer e melhora a nossa qualidade de vida são os chamados gastos supérfluos. Explico, supérfluo é tudo que não é essencial para a manutenção da nossa vida. Mas que história teríamos para contar se não pudéssemos ir a um restaurante, se não escolhêssemos uma roupa descolada para uso social, ou não pudéssemos providenciar um passeio com a família em um feriado prolongado ou em férias dos filhos? Fica claro que precisamos encontrar o equilíbrio entre o essencial e o supérfluo evitando o desnecessário e, sobremaneira, o desperdício. Para isto precisamos, no seio familiar, educar nossos filhos para serem antes de tudo virtuosos, que possam sim progredir no mundo competitivo e que possam estar preparados para o progresso, mas é mister que o gasto com parcimônia e o cuidado com o meio ambiente e com o próximo são fatores primordiais para nos diferenciarmos neste mundo de muitos apelos.

Acredito que a mudança só poderá acontecer com a educação (vou bater nesta tecla sempre) pois somente ela é capaz de moldar a atitude do ser humano, a qual entendo ser moldável em todos os aspectos, por isso precisamos rever nossa postura diante dos apelos e, se bem formadas no meio familiar, nossas virtudes nos conduzirão ao tão necessário equilíbrio dinâmico de nossa vida social, econômica e espiritual.


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