quinta, 23 de maio de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Neves

Teorias conspiratórias

Publicado em 22/02/2019 00h18

Desde a descoberta do Brasil, a qual, segundo alguns, foi por Pedro Álvares Cabral, outros dizem que Cristóvão Colombo passou por aqui um pouco antes, e alguns defendem que os sumérios já teriam estado por aqui séculos antes, verdade ou não, as teorias aí estão para o deleite de quem gosta de inconformismos. A vinda da família real portuguesa igualmente comporta várias teorias, os historiadores não raramente divergem sobre o que de fato aconteceu, e cada um acrescenta ou extraí fatos, mas por nossa índole aceitamos uma versão razoavelmente comportada. Também neste viés, a escravidão e seu fim comportam discussões acerca de como teve início, quantos escravos para aqui vieram e o que realmente aconteceu para a assinatura da Lei Áurea e seus desdobramentos, assim também a vinda dos europeus para nosso território. 

Na queda do império e proclamação da república há fatos controversos, como, por exemplo, a escolha do primeiro presidente. Marechal Deodoro da Fonseca, segundo consta, nunca foi uma unanimidade, seu governo foi considerado fraco, tanto que seu sucessor, Floriano Peixoto, tido como homem de ferro, marcou mais na história, porém há quem defenda que a homenagem a ele, com o nome da capital catarinense, jamais foi merecida e muitos defendem até hoje que deveria se mudar o nome da ilha. Os governos republicanos que sucederam sempre foram recheados de teorias conspiratórias, sendo certo que o único governo realmente ditatorial até hoje foi o de Getúlio Vargas, embora se reconheça que foi com ele que uma série de avanços foi implementada, os quais estão aí até hoje, muito embora nas escolas exista um silêncio sepulcral a respeito dele.

Em 1964, com a ascensão dos militares ao poder, que muitos afirmam ter sido um golpe civil, trabalhado por políticos, coube às três forças sua garantia e isto durou cerca de duas décadas, tendo acontecido de tudo um pouco, desde os exageros nas prisões e mortes de desalinhados, mas também um progresso na infraestrutura do país jamais vista. Na chamada redemocratização, as teorias da conspiração continuaram, pois a morte mal explicada do então presidente Tancredo Neves ainda hoje promove debates. Na continuidade, José Sarney assumiu a presidência, tendo ficado nela por cinco anos, justamente um homem ligado umbilicalmente aos chamados “anos de chumbo”. Na sequência Collor, “o caçador de marajás”, chegou e saiu, por causa de uma casa que tinha uma cascata e a aquisição mal explicada de uma camionete fuleira. O que de fato aconteceu ninguém sabe, exceto que a briga política entre os cães de plantão superou qualquer interesse pelo país.

Com a execração do marajá, assumiu Itamar, um sujeito que, não se sabe como, tirou da cartola um plano econômico, chamado Real, que teve seu seguimento com o maior esquerdista enrustido que este país já viu, Fernando Henrique Cardoso. De FHC para frente a história é de uma pobreza franciscana, pois os governos do PT, em especial da “presidenta”, jogaram o país neste lamaçal que nos encontramos e que vamos penar para sair. O assassinato de Celso Daniel e as mortes das testemunhas do caso até hoje permanecem sem solução, idem a morte de Toninho do PT, diretores do Bradesco, também as testemunhas do processo da Odebrecth, vários políticos e agora a de Ricardo Boechat, que, segundo alguns, detinha informações privilegiadas acerca do ataque ao presidente Jair Bolsonaro. Por aqui o baile segue.


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