sexta, 22 de fevereiro de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Neves

Os zafimeiros de plantão

Publicado em 25/01/2019 00h11

Findo o pleito eleitoral, início de um novo governo, planos, nomeações, metas, esperança, alguma boa vontade, promessas, ansiedade, reuniões, mas também muita conversa ao pé do ouvido, viagens, dispensas, e assim o baile segue até que se definam os presidentes das duas casas legislativas federais. No momento em que escrevo esta coluna, não temos ainda definidos os reais candidatos à presidência da Câmara e do Senado, embora algumas figuras muito conhecidas e manjadas estejam aí ‘colocando seus nomes à disposição’ dos partidos para o exercício de tão árduas tarefas, (até parece que alguém ainda acredita nesta balela). Nesta altura do jogo, os zafimeiros de plantão estão a toda velocidade, negociando até a mãe se necessário, embora acredite que as mães deles não sejam lá de muita valia, para a permanência no poder e assim continuar barganhando dinheiro e cargos para amigos ou mesmo correligionários bajuladores. . 

Neste espectro, encontramos Rodrigo Maia e Renan Calheiros, este com mais de 14 processos pendentes no nosso STF, mas que se arvora a figura mais proba da República, tanto quanto o atual presidiário de Curitiba se autoproclamava. Chega a doer imaginar esta dupla no comando das duas casas e o que isso pode representar em atraso para o país e seu povo. Dias destes conheci um cidadão português, e ele, de olhos arregalados, me dizia que o Brasil é um país surreal, pois apesar de tantos escândalos, roubos e dificuldades, mantém uma letargia que impressiona e decepciona os que aqui chegam e têm oportunidade de passar um tempo. Por um momento pensei em retrucar, não por qualquer sentimento xenófobo, mas por considerar que temos valores e nosso povo é escorreito na sua forma de ver e viver. No entanto calei-me, pois meu segundo pensamento foi o de constatação, somos mesmos letárgicos a quase tudo, com raríssima exceções, como o nosso time do coração. 

Imaginar que com a nova legislatura 513 deputados federais e 81 senadores assumirão os cargos e, considerando que está sendo alardeado que houve expressiva renovação nos quadros da política, aceitar a eleição destas duas figuras, representa, indene de qualquer dúvida, o suprassumo da letargia. Ainda nesta esteira de pleno aceitamento de tudo, sem sequer retrucar, temos as principais mídias, universidades e instituições do país absolutamente aparelhadas, com gente que se utiliza de todos os ardis para manter tudo como está, ainda agarrada aos ideários comunistas do início do século passado. Para lembrar e repetir sempre é necessário, a doutrina comunista nunca deu certo em lugar nenhum do mundo, aliás não deu certo sequer entre seus idealizadores, haja vista a literal guerra que houve entre Stalin, Lênin, Gramsci, Marx. Este último, conforme sua biografia, nunca trabalhou na vida e viveu à custa da mulher.

Na ideia comunista, o trabalho não assume papel fundamental, exceto o dos capitalistas, que são absolutamente necessários à manutenção de qualquer Estado vermelho, já que o Estado não produz nada. Estamos há 102 anos da revolução bolchevique, e apesar deste século inteiro ainda topamos diariamente com gente que ainda comunga com esta catástrofe que tanto mal fez e faz a humanidade e que ceifou a vida de várias dezenas de milhões de pessoas. Mais que tempo para mudar.



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