domingo, 26 de maio de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Neves

Meias verdades

Publicado em 19/10/2018 00h12

Nesta campanha eleitoral, tal qual como em outras, as meias verdades prevaleceram e, da mesma forma, as inverdades ocuparam a outra metade do debate, razão pela qual, não fosse o clima de terra arrasada, herança de uma gente sem envergadura para estar à frente da nação, teríamos outro naipe de confronto de ideias. Em verdade, neste pleito tivemos raríssimas vezes discussão acerca de planos de governo, tratou-se sobretudo de uma artilharia pesada, sem precedentes na história republicana, onde os insultos pessoais foram a tônica, e a desconstrução do oponente foi absolutamente majoritária, em detrimento da educação, do bom senso, da responsabilidade e da urbanidade que deve existir aos postulantes a cargos públicos. Desde a dita redemocratização do país, agora de fato existiu uma polarização, dois candidatos de searas diferentes e que não há como se misturarem, feito água e óleo.

O problema é que os extremos sempre representam perigo, pois uma linha tênue divide o mal do bem e a história tem nos mostrado, não raro, que esta marca é facilmente transposta. No Brasil de hoje, acometido de uma série incontável de graves transgressões por parte de quem deveria dar o exemplo, a condução da nação merece todo cuidado e zelo, sob pena de subversão de valores e sublevação social, o que representaria ainda tremendo caos social, maior e mais grave ainda do que temos vivido até agora. Despiciendo dizer que não há por parte do eleitorado extrema confiança em quem está com o pé no Planalto, impõe-se reconhecer que muitos, para não dizer a maioria, querem mesmo é o fim de um projeto de poder abjeto, caro e inescrupuloso, que criou diferenças e se aproveitou disso para implantar sua ideologia, diga-se, esta sim, absolutamente retrógrada.

O desafio agora não é mais de quem vai ganhar a eleição, pois se tem como certa a não eleição do candidato kamikase ou como queiram “aquele que foi sem nunca ter sido”. Ao povo cabe agora introjetar a célebre frase proferida por Thomas Jefferson, terceiro presidente americano, “o preço da liberdade é a eterna vigilância”. Assim, findo o processo eleitoral, o importante é a união de ideias, a observação e a cobrança de comportamentos republicanos, do comprometimento dos eleitos com os anseios mais comezinhos do povo, e este, como fiscal, dar-se por incansável na cobrança dos pleitos e de igualmente assumir suas obrigações com a nação. É chegada a hora de um entrelaçar de mãos e de pensamento público.

Metaforicamente, temos um momento único de recolocar a locomotiva e os vagões nos trilhos e, assim, por todo o comboio no destino da prosperidade com segurança, em marcha condizente com que temos no presente, cientes do passado e suas lições e com o fito de um futuro promissor em todos os campos, pois já é passada a hora da inserção do Brasil entre os países de primeiro mundo, dando a seu povo a devida tranquilidade, com uma vida mais auspiciosa e de sucesso.

Não há espaço para retrocesso, nem para políticas divisionistas que tanto mal nos causaram e que literalmente racharam a sociedade, impondo tantas diferenças. Ocupemos, pois os espaços que nos competem, de forma fervorosa, e nunca esqueçamos que o Estado Democrático de Direito é o nosso lema e eterno norte. Não há mais espaço ou tempo para meias verdades.


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