quarta, 23 de janeiro de 2019
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Quarta Crítica - Nelson Neves

Eleger é preciso

Publicado em 28/09/2018 00h10

Quase todos os brasileiros, exceção aos próprios políticos, seus apadrinhados e certa militância, sentem que o período eleitoral é chato, incômodo e uma invasão de privacidade, pois somos todos obrigados a assistir, ouvir e ver programas eleitorais em televisão, rádio, revistas e jornais, fora os santinhos e outdoors que poluem a cidade e caixas de correio, sem nos restar outra opção. Pior é que tudo isso é pago com o dinheiro do contribuinte, que sofre um confisco de seus impostos para este espetáculo lamentável. É cada candidato que Deus nos livre, gente sem a menor qualificação e noção, dizendo asneiras as mais variadas, fazendo promessas que nem em sonho são exequíveis, ferindo a legislação, a própria Constituição e a nossa inteligência. E a coisa não para por aí, temos supostos debates e entrevistas que, mesmo numa análise perfunctória, não se aproveita nada, pelo contrário, nos induzem a uma maior aversão a este período eleitoral.

Não é à toa que passada a eleição a maioria da população sequer sabe em quem votou, e é absolutamente comum, vermos no dia da votação pessoas juntando um santinho ou digitando na urna qualquer número, independentemente de ser aquele ou não o candidato. Há inclusive uma campanha nacional, orquestrada não se sabe exatamente por quem, mas a motivação todos sabem, para se votar em branco ou anular o voto, como se isso fosse de alguma utilidade para o cidadão comum ou para o país. Evidente que não, é sim um desserviço à nossa frágil e cambaleante semidemocracia, sim porque em verdade, aqui nesta terra tupiniquim, o regime é outro, tanto que somos obrigados a votar, sob pena de multa e outras consequências.

Esta terra que tem palmeiras e onde canta o sabiá transformou-se numa aldeia onde só se fala em direitos, as obrigações são chamadas de censuras, de atitudes fascistas, pensamentos retrógrados e/ou mentes preconceituosas. Temos assim que qualquer um que não adira ao politicamente correto, é tachado de anticidadão e que merece ser execrado em praça pública. Muito difícil ouvir das pessoas que um determinado candidato atenda na plenitude seus anseios, quase todos estão na situação de “vou no menos ruim” ou, como o diz o ditado popular, “se não tem tu, vai tu mesmo” e é por isso que chegamos a esta situação de penúria social, educacional e financeira. Despiciendo fazer outras considerações acerca de nosso sistema político-partidário para saber que ele não reconhece a meritocracia como forma de ascensão em qualquer nível da sociedade, prefere flertar com apadrinhados que garantem, eleição após eleição, os mesmos no poder e as sinecuras daí advindas e por isso nosso atraso em todas as relações.

Estamos a menos de duas semanas de um pleito que tem importância literalmente vital para os próximos anos de nossas vidas, portanto, é um momento de muita reflexão, de muita leitura, de muita pesquisa, para a escolha dos novos mandatários, pois se errarmos novamente décadas serão perdidas e nós e nossos filhos ficaremos sem aquilo que alimenta a alma e faz uma nação e seu povo grandes, que é a esperança.


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