quinta, 20 de setembro de 2018
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Quarta Crítica - Nelson Neves

Encontro de imperfeitos

Publicado em 01/09/2018 00h23

O período que antecede as eleições sempre é fértil na apresentação de mazelas as mais variadas, mormente quando temos de um lado candidatos sem propostas exequíveis e jornalistas tendenciosos. Por isto, é sofrível assistir aos debates ou as sabatinas que os concorrentes ao Palácio do Planalto são submetidos, chega a ser tosco o que se pergunta e as respostas são uns arremedos de nada versus nada, o que leva o eleitor a ficar ainda mais indeciso. No noticiário noturno da maior rede de televisão do país, os pretendentes ao cargo máximo da nação, lobos em pele de cordeiro, prometem a solução de todos os problemas dos brasileiros, sempre com um toque de mágica, que como sabemos, nunca irá acontecer. A maioria deles, com longo histórico na política e que, para variar, nunca fez muito pelo povo, seja em suas cidades ou Estados, mas que agora, como lídimos personagens de adivinhação, sabem a resposta a tudo e a todos, tendo embaixo do braço cartilhas e planos, quase sempre os mais mirabolantes e rocambolescos.

Na verdade, sejamos sinceros, destes que estão aí, nenhum reúne condições para ser o mandatário do país ou tem estofo para ocupar tão elevado e importante cargo. O Brasil, que deveria ser uma potência mundial, um país pujante, está de mala e cuia aqui neste terceiro– mundismo esquecido. Desde a redemocratização, o país vem sendo governado por pessoas sem amor à pátria, gente sem qualquer pudor, sem nenhuma elevação de espírito público, pois vemos novamente a mesmice tomar conta, com uma algaravia que não encontra limites no bom senso e na seriedade. São todos homens pequenos, mas com grandes ambições, nada mais que isso. São fantoches que representam a mesma meia-dúzia que se reveza no poder, despreocupados com aqueles que lhes pagam regiamente seus polpudos salários. Dá um desânimo ver isso a cada quatro anos, uma pobreza franciscana no campo das ideias.

Na terça-feira assisti à arguição do candidato Bolsonaro na televisão e este, numa tática de guerra, tratou logo de sair para o ataque, não poupando nada e ninguém, fazendo tremer a emissora que mais se locupletou de dinheiro público no tempo do regime militar e que depois, igualmente pelo apego a verbas públicas, tratou de desfazer, sem cerimônia, a posição do seu fundador. Antes dele, o ex-tudo, Ciro Gomes, atingiu o ápice de sua megalomania, quando prometeu, com cartilha e tudo, retirar do Serasa e SPC todos os inadimplentes do país, tipo rei Midas, tocou vira ouro. Não tive a oportunidade de ler a tal cartilha, mas não é preciso ser nenhum cérebro privilegiado, para saber que tal medida não tem como ser implementada.

Agora é esperar pelos outros para ver quais as outras medidas serão sacadas da cartola, sempre com o escopo de enganar, fazer uma cortina de fumaça, ou seja, um vale-tudo que, entre mortos e feridos, só eles mesmos sairão ilesos. O certo é que está mais que na hora de proteger o cidadão de bem, aquele que paga seus impostos, momento de voltar a unir o país em torno de ideias coletivas e acabar de vez com estas diferenciações que nos empurraram garganta abaixo.


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