quinta, 23 de maio de 2019
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Quarta Crítica - Ismael Medeiros

Foco

Publicado em 21/03/2019 00h39

Caro leitor, trabalhar em ambientes cooperativos é algo fascinante. Em princípio, lidamos com diferentes pessoas, com diferentes ideologias, com diferentes interesses, porém com o mesmo propósito (ao menos momentâneo), afinal, o propósito é aquele comum traçado como objetivo primário da empresa. Logo, a sobrevivência da empresa depende do nível de envolvimento e consequente comprometimento de todos para com seu propósito. Normalmente, acabamos nos espelhando em trajetórias consideradas vencedoras, afinal, é salutar que nossas referências sejam positivas e inspiradoras. No entanto, talvez o principal erro cometido ao considerarmos tais exemplos seja o fato de não considerarmos o caminho percorrido para a obtenção dos resultados. Ao considerarmos apenas o resultado, deixamos em segundo plano, ou melhor, condicionamos nossas percepções de que o “sucesso” é apenas uma questão de escolhas.  

Em verdade, mais importante do que o resultado, é a trajetória para sua obtenção. As filosofias praticadas em cada corporação dependem muito da filosofia de seus mentores e da capacidade destes em manter sua equipe motivada e aliada com os objetivos comuns. Por exemplo, muitos admiram a filosofia da gigante da tecnologia Google, onde seus colaboradores possuem liberdade total em suas funções, horários e rotinas. No entanto, esta filosofia empresarial da Google não é compartilhada aleatoriamente, mas somente com aqueles que comungam do princípio do comprometimento de suas atribuições. Sem comprometimento com os resultados não há funcionalidade.

Na verdade, em termos de empresas e corporações, a grande maioria das pessoas não está preparada para lidar com a liberdade e compromisso. Em sua grande maioria, os colaboradores esperam ser cobrados e conduzidos. Mas por quê? Muito provavelmente esta resposta esteja condicionada ao conflito entre os conceitos de liberdade e liberalidade. Acredite, a liberdade está condicionada ao compromisso. Já a liberalidade, nem tanto.    Nossa imaturidade emocional em lidar com estes conceitos em ambientes corporativos condiciona nossa mediocridade, no sentido mais puro da palavra, em propagar mensagens do tipo “eu odeio segunda-feira”, ou “não vou ganhar nada com isso”, e tantas outras que acabamos ouvindo diariamente em nosso ciclo de convivência. Todos queremos ser felizes em bem-sucedidos, porém, nem todos estamos dispostos a realizar os sacrifícios que isso exige.

Estamos emocionalmente doentes e não estamos sabendo lidar com nossas frustrações rotineiras. Somos constantemente bombardeados por falsas percepções de sucesso e felicidade, vide as publicações nas redes sociais, repletas de conquistas e ostentações, mas que não representam nenhum nível de comprometimento com o que quer que seja. A falta de comprometimento leva ao cerceamento de liberdade no ambiente corporativo, mas acima de tudo, condiciona a mente à mediocridade laboral. Reflitamos, e assim a vida segue.


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