domingo, 16 de dezembro de 2018
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Quarta Crítica - Ismael Medeiros

A lua de mel

Publicado em 08/11/2018 00h10

Caro leitor, segundo a crença popular, “lua de mel” é o termo utilizado para o período de celebração privada que sucede ao casamento, numa espécie de coroação deste importante momento. É um momento de celebrar a felicidade pelo início do novo ciclo que será vivido. A cada novo desafio iniciado em nossas vidas, é comum passarmos por um período que se assemelhe ao termo “lua de mel”. Assim como no casamento, este período é composto por um período de descobertas e de maior compreensão entre as partes, afinal, é o início de um novo ciclo. É assim quando assumimos um novo emprego ou um novo desafio. É um período onde naturalmente somos mais tolerantes. No entanto, como nem tudo na vida são flores, este período costumeiramente é variavelmente curto e precedido por ações mais enérgicas. Em nosso mundo frenético onde tudo é para ontem, a tolerância e paciência esgotam-se rapidamente, dando lugar às cobranças e resultados. 
 
A metáfora da “lua de mel” pode tranquilamente ser aplicada ao cenário político/administrativo que vivenciamos. Estamos em lua de mel com aqueles que nos representarão nas esferas legislativas e executivas pelos próximos quatro anos. Estamos no período onde as expectativas individuais alimentam o sonho coletivo e assim, em prol deste sonho coletivo, defendemos nossas perspectivas como se únicas fossem. Mas o que realmente não nos damos conta é que este período não é um tempo de certezas, muito pelo contrário, as incertezas e naturais inseguranças é que ditam as regras. Enquanto alimentamos expectativas de que todos os nossos problemas serão resolvidos num passe de mágica, lá no fundo nos perguntamos se tais expectativas são mesmo factíveis, se aquelas ideias pela qual lutou-se realmente conseguirão ser colocadas em práticas e se as mudanças esperadas realmente virão. Logo, uma outra discussão de pano de fundo surge: com as mudanças realmente acontecendo, será que ocorrerão conforme o planejado?

A discussão, portanto, não é se as ideias conseguirão ser implantadas, mas o que acontecerá se estas não refletirem exatamente as expectativas geradas. A história da humanidade demonstra que reagimos muito bem quando nossos anseios e interesses são plenamente aceitos, mas quando não... Logo, este período de lua de mel que antecede o início do próximo exercício político não é de respostas, mas de questionamentos. É necessário observarmos o clima dos próximos dias. Será o termômetro da tendência de calmaria ou do reforço da polarização. Importantes discussões se avizinham e, com elas, ações de relevância ainda maiores. É importante agora continuarmos vigilantes e envolvidos em tais discussões, para que possamos deixar de navegar em mares revoltos, e começarmos a navegar em águas mais calmas. Talvez, o período de lua mel com nossos eleitos não seja tão longo, o que é perfeitamente salutar, no entanto o que precisamos realmente é cessar o período de polarização dos temas. Reflitamos, e assim a vida segue...


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