domingo, 16 de dezembro de 2018
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Quarta Crítica - Ismael Medeiros

O fundo do poço...

Publicado em 14/09/2018 00h17

Caro leitor, a expressão que intitula o artigo desta semana, é uma metáfora utilizada cotidianamente para relatar situações alusivas à problemas e/ou situações onde momentos críticos foram alcançados. A aplicação desta metáfora se alinha na vida pessoal, profissional, escolar, e naturalmente, em todo o contexto sociocultural.

A velocidade com que os assuntos envelhecem ou são esquecidos, talvez contribua com esta visão. Fatos que ontem foram notícias, e que comoveram milhares, hoje sequer são mencionados em notas de rodapés. O rápido esquecimento dos das notícias, contribuem para o país sem memória que estamos criando. Ontem, chorávamos a queima de nossas memórias junto com o Museu Nacional. Hoje, comentamos o atentado ao candidato a presidência da república, e amanhã...
       
Ao não pararmos para refletir sobre os relativos acontecimentos, é o mesmo que trafegarmos em um veículo por uma via sinuosa sem que tenhamos o total controle da situação. A colisão é eminente e uma questão de tempo. Nossa rotina diária, onde estamos muito mais preocupados com nossa sobrevivência, literalmente, do que com assuntos que dizem respeito ao coletivo, talvez contribua com este precoce esquecimento.

Este desinteresse pelas ações coletivas é tamanha que, o cenário das eleições podem ser utilizadas como exemplo. Normalmente, o período de campanhas, são repletos de movimentos populares em prol de candidatos (independente da esfera). Carros plotados, comícios, pequenas reuniões, etc., apenas para citar alguns exemplos. Mas a atual não tem sido esta a atmosfera que prevalece. O que tem prevalecido, é a indiferença e a diminuição dos ditos “apaixonados”. As campanhas estão tímidas, e o eleitorado apático. Isto merece duas reflexões. Se por um lado esta apatia do eleitorado possa ser interpretada como um total desinteresse em função do descrédito da classe política, por outro pode ser interpreta como um sinal de maturidade, onde estamos mais críticos e reflexivos quanto as análises de propostas e histórico de candidatos. O resultado das urnas nos apresentará qual dos lados prevalecerá. Mas o fato, é que acabamos mudando nossas percepções sobre o assunto, basta sabermos se para o bem ou para o mal. Novamente, se por um lado estamos menos “apaixonados” por nossos candidatos, por outro o extremismo ainda continua em pequenos grupos, gerando desordem e conflitos de toda a natureza. Esta, tem sido a campanha das mídias sociais, onde os partidos com menor ou nenhum tempo de televisão, utilizam deste recurso para apresentarem suas propostas e filosofias. Mudaram as plataformas de divulgação, mas para a grande maioria dos partidos, as velhas práticas de críticas pelas críticas aos adversários ainda prevalecem. Aliás, a maioria dos candidatos, possuem certamente a leitura que nós eleitores somos seres acéfalos e incapazes de discernir o tangível do intangível. Resta-nos torcer para que não estejam com a razão. Será que chagamos ao fundo do poço? Reflitamos, e assim a vida segue..


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