domingo, 16 de dezembro de 2018
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Quarta Crítica - Ismael Medeiros

A pátria, a ética e a moral

Publicado em 06/09/2018 00h29

Caro leitor, estamos vivenciando momentos conturbados em nosso cotidiano. Os compartilhamentos de falsas informações via redes sociais, as chamadas fake news, a falta de critérios para se posicionar sobre determinados assuntos, fazendo com que as discussões muitas vezes beirem ao irracional, estão pautando nosso cotidiano. Hoje, muito mais importante do que o fato em si, são as versões dos fatos. A crise moral que assola nosso país está fazendo com que caminhemos em velocidade acelerada para o caos. Atualmente, a inversão de valores éticos e morais está criando cenários onde a honestidade assume papel digno de vergonha. Exato, meu caro leitor, estamos começando a sentir vergonha de sermos honestos. Os atos falam por si. Dias desses, houve a interceptação por bandidos fortemente armados a um carro-forte, em uma rodovia no interior do Brasil, os quais explodiram o veículo, fazendo com que parte do dinheiro fosse espalhada pelos arredores.

Porém o que mais chamou a atenção foi que o dinheiro, que não foi levado pelos bandidos, pasmem os senhores, foi saqueado por moradores da região. Uma repórter entrevistou uma senhora a respeito do assunto e ela, de forma muito natural e espontânea, disse o seguinte: “Ah, minha filha, se eu não pegar, outra pessoa vai”. O descalabro com os bens públicos, e aí podemos destacar a corrupção como uma das principais causas dessa situação, começa a passar para a sociedade a ideia de que vale a pena ser desonesto nesse país. Em nossas escolas, continuamente convivemos com a “arte de colar”, como se isso fosse a regra, e a exceção seja estudar para aprender. Aliás, em relação a questão de aprender, está aí outra prática que caiu em desuso, ao menos quando aplicado ao ponto certo. O aprender foi substituído pelo “ouvi falar nisso, mas hoje não é mais assim”.

Estamos na Semana da Pátria, e não vemos uma só bandeira nacional exposta na frente das casas ou dos estabelecimentos comerciais. Já quando estamos em período de copa do mundo este patriotismo aflora. As pessoas vestem-se com as cores de nossa bandeira, colocam fitas nos carros, etc., etc., etc. Que patriotismo é esse, para o qual o único motivo para participarmos dos desfiles cívicos é para acompanharmos filhos e netos (que por sinal, só marcham porque são obrigados)? O retrato de nossa falta de envolvimento cívico é visível. Nosso comprometimento com a pátria está tão pequena que não é de se estranhar que as pessoas não saibam cantar o Hino Nacional Brasileiro. E o que dizer do Hino à Bandeira? Ou o Hino do Estado de Santa Catarina?  

Ao longo de nossa história, a escravidão já foi permitida, inclusive em lei. Depois, esta mudou e a escravidão foi abolida. As coisas mudam conforme as circunstâncias. Hoje, a legislação aponta que apropriar-se de recursos públicos é errado. Talvez, e considerando os cenários futuros, a lei possa mudar, e o que é certo hoje, possa não ser amanhã. Aliás, por falar em história e sua preservação... Bem, deixemos pra lá, pois isso por si só já mereceria uma bela reflexão. Reflitamos, e assim a vida segue...


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