Após a reunião no Salão Oval, da Casa Branca, Donald Trump e Jair Bolsonaro saíram para uma rápida entrevista coletiva nos jardins da Casa Branca. O presidente norte-americano inciou seu discurso parabenizando Bolsonaro pela expressiva vitória nas eleições e destacou a rápida recuperação após o atentado que sofreu, quando foi esfaqueado durante a campanha eleitoral. Trump aproveitou para dizer que pretende designar o Brasil como um grande aliado não integrante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).  “Eu pretendo designar o Brasil como um grande aliado não integrante da Otan ou mesmo possivelmente, se começarmos a pensar nisso, talvez um aliado da Otan. Tenho que conversar com muita gente, mas talvez um aliado da Otan, o que seria um grande avanço na segurança e cooperação entre nossos países.”

Bolsonaro abriu seu discurso agradecendo a recepção dos Estados Unidos e convidando Trump a visitar o Brasil. “Será muito bem recebido”, afirmou. “É hora de superar as diferenças. Hoje, o Brasil tem presidente que não é antiamericano. O apoio americano à entrada do Brasil na OCDE será compreendido como um gesto de união”, acrescentou o presidente brasileiro em coletiva de imprensa. Segundo Bolsonaro, a cooperação militar também tem se ampliado. “O combate ao terrorismo e crime organizado é questão de urgência. O restabelecimento da democracia na Venezuela é de interesse dos dois países”, disse.

Cooperação militar

Na segunda, o Brasil e os Estados Unidos assinaram o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), que permite o uso comercial da base de Alcântara. Trump agradeceu “a parceria do Brasil para revitalizar a posição especial americana”, acrescentando que “estamos finalizando salvaguardas tecnológicas por lançamentos especiais”. E afirmou que, graças à localidade da base de Alcântara, no Maranhão, “economizaremos muito dinheiro”. 

Bolsonaro reiterou que foram feitas alianças com os Estados Unidos, com destaque para a área de energia, que merecerá um fórum especial. “Hoje destravamos assuntos que estavam na pauta há décadas e abrimos novas frentes de cooperação”, completou. O presidente da República citou a isenção de visto para americanos como uma ação para estimular o turismo e novos negócios, além de demonstrar a boa relação estabelecida. No final do seu discurso, citou o ex-presidente americano Ronald Reagan: “O povo deve dizer o que o governo deve fazer e não o contrário”.