Tubarão

Após 12 anos longe de uma disputa eleitoral, Leodegar Tiscoski, 69 anos, volta em 2018, a concorrer a uma vaga à Câmara Federal por Santa Catarina. Funcionário público por cerca de 40 anos, Tiscoski busca o seu terceiro mandato de deputado federal pelo Partido Progressista (PP). “Com a decisão do deputado Jorge Boeira em não concorrer abriu-se uma lacuna. Representantes do partido levantaram o meu nome e fiquei de pensar. Conversei com os meus familiares e chegamos a conclusão que devia participar do pleito”, destaca.

Na política, Tiscoski já foi deputado Estadual por três mandatos, ex-deputado Federal por dois, secretário dos Transportes e Obras de Santa Catarina no governo de Espiridião Amin (1999-2002) e secretário da Casa Civil da prefeitura de Florianópolis em 1992 e entre 2007 a 2013 esteve a frente de duas secretarias no governo federal. Em 1970, ele ingressou no curso de engenharia civil da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc). E durante o período de graduação presidiu o Diretório Central dos Estudantes, lecionou física na Academia de Comércio de Santa Catarina e topografia na Escola Técnica Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. Em 1975 ingressou no Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e no ano seguinte assumiu a chefia regional do órgão. Entre 1981 e 1986 comandou o DER de Tubarão.

Com vasta experiência na área pública, Leodegar almeja voltar a Câmara e contribuir segundo ele, principalmente com a região Sul do Estado. “Somos o sétimo Estado em arrecadação no Brasil, mas o 22º em retorno. Precisamos brigar na Câmara Federal, no Senado para que estes recursos venham para Santa Catarina. Temos problemas sociais sérios, um déficit habitacional de 170 mil moradias, ou seja 170 mil famílias que não tem onde morar”, garante.

Ele destaca que há um desnível social e econômico grande entre o Sul de Santa Catarina e as outras regiões. “Temos bandeiras bem específicas no Sul do Estado. Participei de um encontro na semana passada com demandas bem específicas como no aeroporto de Jaguaruna, por exemplo, precisamos de alargamento de pista e transformar o local em aeroporto de carga, já no porto em Imbituba falta a ferrovia. Há projetos e precisamos executá-lo. Além disso, é necessário melhorar as rodovias estaduais”, assegura.