Início Política Prefeito de Imaruí é solto pelo Tribunal de Justiça

Prefeito de Imaruí é solto pelo Tribunal de Justiça

O prefeito de Imaruí, cidade histórica do Sul catarinense, Patrick Corrêa, do Republicanos, teve a prisão preventiva revogada e foi solto na tarde desta quinta-feira, dia 21 de setembro. A decisão foi da 5ª Câmara Criminal, responsável pelos julgamentos de diversos políticos acusados de diversos crimes pela Operação Mensageiro, conduzida pelo Ministério Público de SC. Patrick Correa estava preso desde 27 de abril.

A 5ª Câmara Criminal substituiu a prisão preventiva por duas medidas cautelares. O prefeito de Imaruí está afastado do cargo público por 30 dias e está proibido de manter contatos com os funcionários do município, até que seja julgado e tenha a sentença divulgada pela Justiça.

Oitavo prefeito preso e indiciado como réu na Operação Mensageiro, Patrick teria pedido à Serrana, empresa acusada de pagar propina e dezenas de agentes públicos em diversas cidades catarinenses, a quantia de R$ 40 mil. O Ministério Público acusou o prefeito de Imaurí pelo recebimento de uma “mesada” de R$ 5 mil.

A desembargadora responsável pelo processo, Cinthia Beatriz da Silva Bittencourt Schaefer, anotou que o prefeito teria recebido, indevidamente, R$ 160.000,00. Na 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Patrick obteve unanimidade dos votos para ser liberado para voltar para casa. O alvará de soltura foi expedido na manhã da quinta-feira, dia 21.

A defesa do acusado argumentou que, com a finalização dos depoimentos das testemunhas nos interrogatórios, somando-se a isso, a atitude de colaboração do réu durante toda a instrução processual, o paciente deveria ser solto. O MP foi contrário à soltura de Patrick Corrêa.

A desembargadora defendeu a necessidade da prisão preventiva, que termina agora. “A prisão preventiva de Patrick Correa era  necessária para a garantia da ordem pública e da instrução processual, notadamente, dentre outros motivos, pelo agente público ser pessoa de alto poder político e existirem indícios de que tenha destruído provas”, afirmou a relatora, desembargadora Cinthia Schaefer.

 

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