A saga enfrentada pelo governador Carlos Moisés (PSL) e pela vice-governadora Daniela Reinher (PSL-Aliança) nas últimas semanas finalmente terminou nesta quarta-feira (5), dia em que foi arquivado o pedido de impeachment do chefe do Executivo catarinense. A martelada final foi dada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), o qual avaliou que a peça apresentada pelo defensor público Ralf Zimer é genérica e não traz evidências que deem suporte às alegações de que o governador cometeu crime de responsabilidade na decisão administrativa que equiparou os salários dos procuradores do Estado ao dos procuradores da Alesc.

A decisão de Garcia teve como base um novo parecer da Procuradoria da Alesc, que mudou o entendimento inicial de que estavam preenchidos os requisitos para abertura do processo de impeachment – o que levou o governo do Estado a apresentar defesa em nome de Carlos Moisés, Daniela Reinehr e também do secretário Jorge Tasca, da Administração, e da procuradora-geral do Estado, Célia da Cunha, também incluídos no pedido do defensor público.

Na entrega, feita pelo secretário Douglas Borba (PSL), da Casa Civil, foi solicitado ao presidente da Alesc que fizesse arquivasse o pedido sem abertura da comissão especial de impeachment.