O Juízo da 3ª Vara da Fazenda Pública da Capital condenou, na quarta-feira, o futuro ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles, por atos de improbidade administrativa quando era secretário de Meio Ambiente do estado de São Paulo. A sentença do juiz Fausto José Martins Seabra, à qual Salles poderá recorrer, impõe “a suspensão dos direitos políticos por três anos” e uma multa equivalente a dez salários recebidos quando exercia o cargo de secretário.

Advogado e presidente do movimento “Endireita Brasil”, Salles foi secretário de Meio Ambiente de São Paulo entre 2016 e 2017. Durante o seu mandato, o Ministério Público (MP) abriu uma investigação por improbidade administrativa, considerando que ele alterou as propostas do plano de gestão de uma área de proteção ambiental para favorecer empresas privadas.

Salles, de 43 anos, sempre negou as acusações, mas acabou deixando o cargo em agosto de 2017 por motivos políticos, pouco mais de um ano após sua chegada. A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) também foi condenada no mesmo caso. Salles, que deve assumir o cargo em 1º de janeiro, foi o último dos ministros anunciados pelo presidente eleito Jair Bolsonaro.

Bolsonaro, que baseou sua campanha na luta contra a corrupção, reiterou várias vezes que afastará políticos comprovadamente envolvidos em corrupção de seu entorno.