Rafael Andrade

São Miguel do Oeste

Após passar por Florianópolis sob forte esquema de segurança, o ex-presidente Lula participou de ato em Chapecó, ainda neste sábado à noite, e foi recebido com pedradas e ovadas. Um grupo de manifestantes atirou os objetos em direção aos ônibus e carros de escolta particular do líder do PT. O mesmo ocorreu neste domingo (25), quando o pré-candidato à presidência e réu condenado no processo envolvendo o tríplex do Guarujá (SP), passou pelas cidades de Nova Erechim e São Miguel do Oeste, ainda em Santa Catarina, fechando a sua saga em busca de apoio à sua volta ao Palácio do Planalto, a partir de janeiro. No entanto, caso seja preso na próxima semana, ficará inelegível e o cenário político à majoritária nacional poderá ter novas ‘caras’.  

Em Nova Erechim, Lula participou de um encontro com o sistema cooperado da agricultura familiar, ainda pela manhã. Já à tarde, em São Miguel do Oeste, ele fez uma visita na produção de leite da CooperOeste.

Nesta segunda-feira (26), Lula tem agenda em Francisco Beltrão, já no Paraná, às 10h, quando participará de um ato da Agricultura Familiar do Sudoeste do Estado. No fim da tarde, 
às 17h, o possível presidenciável irá discursar no Seminário Internacional da Tríplice Fronteira. Ainda durante o último evento em Santa Catarina, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, alertou para a presença de manifestantes contrários ao ex-presidente e lamentou as agressões ao comboio.

As pedradas chegaram a trincar os vidros de dois dos três ônibus que integram a caravana, entre eles o veículo em que Lula viajava. Cerca de trinta manifestantes fecharam o trevo de acesso à cidade. Quando a caravana parou, os limpadores de para-brisas dos ônibus foram arrancados, diversos ovos atirados contra os vidros dos veículos e, depois, as pedras. 

Mesmo com uma série de notas de repúdio de várias entidades do Estado barriga-verde, em Florianópolis, Lula recebeu o título de Cidadão Catarinense, concedido por um deputado da Alesc. Em Chapecó, Lula falou em “dar porrada” e retribuir as agressões. “Nós não podemos permitir que pessoas sejam espancadas enquanto esperamos que a polícia cumpra seu papel. Se a polícia não pode garantir a segurança da caravana, que nos diga”, afirmou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do PT na Câmara e que acompanha a Caravana.

No Rio Grande  do Sul, o ex-presidente enfrentou fortes conflitos e chegou a ser impedido de discursar em ato marcado para a cidade de Passo Fundo, na sexta-feira à tarde. No Paraná, várias manifestações contra Lula estão agendadas e a polícia deve reforçar o esquema de segurança.