Rio de Janeiro (RJ)

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, reforçou, nesta sexta-feira (22), a importância de se prover instrumentos financeiros para pequenas e médias empresas. Ele fez a observação durante discurso de abertura em lançamento do BNDES Crédito Pequenas Empresas, linha voltada para o microempreendedor, que ocorre hoje na sede do banco. A linha não tem teto mas, de acordo com estimativas iniciais do banco, o desejo do BNDES é ofertar R$ 1 bilhão, com possibilidade de chegar até R$ 4 bilhões, em horizonte de tempo ainda não definido.

“O valor total desse programa não tem um teto. Queremos usar rápido 1 bilhão [R$ 1 bilhão] aproximadamente. Mas podemos ampliar isso, porque estamos deixando de investir nas grandes para focar nisso. Então, se chegarmos a 3, 4 bilhões [R$ 3 a R$ 4 bilhões], maravilhas. Mas estamos também investindo em um estudo para entender o impacto dessa iniciativa”, afirmou. “Queremos gerar evidencia empírica sobre a eficiência desse tipo de mecanismo capaz de gerar mais emprego e renda que é o que todos queremos”, completou ele.

Segundo Levy, o objetivo da nova linha é dar mais instrumentos para micro e pequenas empresas fundamentais para o fomento da economia, argumentou ele. “A saúde dessas empresas é o que dá vitalidade a nossa economia. ssa linha procura dar condições para essas empresas não só comprar máquinas, mas ampliar e melhorar os seus serviços”, afirmou ele, em seu discurso durante o lançamento do produto.

O executivo comentou que, estimular o desenvolvimento de microempresas no país é vantajoso, pois também impulsiona abertura de novas vagas, “de qualidade” no mercado de trabalho. “Temos 18 milhões de empregos formais hoje, pessoas que contribuem e consomem. Tem aumentado muito nos últimos anos a formalização da economia. Houve nos últimos anos uma queda no crédito a pequenas empresas. Mas com as novas perspectivas [de melhor oferta de crédito] isso tende a aumentar”, avaliou ele.

O presidente do BNDES admitiu que, nos últimos anos, houve uma queda na oferta de crédito a pequenas empresas. Mas observou que, somente no ano passado, o BNDES desembolsou R$ 14,7 bilhões para MPEs – micro e pequenas empresas. “Queremos ampliar isso, o número de linhas e contemplados”, acrescentou.

O executivo mencionou, em sua fala, as opções de juros e de prazo disponíveis para o microempreendedor, no âmbito do BNDES. Ele comentou que, de maneira geral, a grande maioria dos empréstimos para o segmento fica a uma taxa de juros de 15% ao ano.

Levy observou ainda que o banco tem se esforçado em realizar parcerias para se tornar um mediador entre o tomador de empréstimo, de micro e pequena empresa, e bancos que poderiam ofertar linha de financiamento a este nicho de mercado. “Vamos usar novas tecnologias para criar uma ponte entre o tomador e os diversos bancos que podem atender ele”, completou