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Política

Gilmar Mendes libera pedido de liberdade de Lula para julgamento

Habeas corpus pode ser colocado em votação na sessão desta terça (11). Agora, cerca de seis meses depois, Mendes devolve o julgamento à Turma, um dia após conversas entre Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol, da operação Lava-Jato, virem a público e deixarem a isenção de Moro, mais uma vez, sob suspeita.

Publicado em 11/06/2019 09h45

Gilmar Mendes libera pedido de liberdade de Lula para julgamento

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento um pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão, tomada na noite desta segunda-feira (10/6), a 2ª Turma da Corte pode retomar o julgamento, iniciado em dezembro passado.


O habeas corpus em questão foi apresentado pelos advogados de defesa de Lula após Sérgio Moro aceitar ser o ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, à época ainda presidente eleito. Para a defesa, o fato de o juiz responsável pela condenação do petista aceitar integrar o governo de seu maior opositor político colocava o julgamento sob suspeita.


Na sessão de dezembro, dois dos cinco ministros que compõem a Segunda Turma — o relator do pedido, Edson Fachin, e Cármen Lúcia — votaram contra a soltura de Lula. Na vez de Gilmar Mendes se pronunciar, ele pediu vistas, ou seja, mais tempo para analisar o caso.

Moro sob suspeita


Agora, cerca de seis meses depois, Mendes devolve o julgamento à Turma, um dia depois de conversas entre Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol, da operação Lava-Jato, virem a público e deixarem a isenção de Moro, mais uma vez, sob suspeita.


Além de Fachin, Lúcia e Mendes, integram a Turma os ministros Ricardo Lewandoski e Celso de Mello. Se Lula tiver três votos a seu favor, pode ser solto imediatamente. Os ministros que já votaram podem mudar seu entendimento até o fim do julgamento, que pode ocorrer já nesta terça-feira (11/6).


Um outro pedido de liberdade apresentado pela defesa de Lula, no qual as chances do petista são consideradas menores, já foi incluído na sessão de terça-feira. Nele, os defensores do ex-presidente questionam a condução do caso pelo ministro Félix Fischer no Superior Tribunal de Justiça (STJ). 


Foto:Nelson Almeida





Fonte: Correio Brasiliense
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