Zilda Arns morreu no campo de batalha como soldado fiel em favor da vida, das crianças pobres, subnutridas e das pessoas idosas e necessitadas no Brasil, na África, na América Latina, no Caribe e no Haiti, de todas as nações a mais pobre.

Na tragédia do Haiti, no meio dos pobres e dos mais necessitados, a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns encontrou sua morte, que há de ser apenas uma passagem para a vida eterna. A fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, distribuiu milhões de copos de soro caseiro, pratos de multimistura, formou e ensinou milhões de mães e organizou milhares de comunidades em favor da vida, doando-se totalmente como só as pessoas de boa vontade são capazes de fazer acontecer.

Neste momento de dor e tristeza, a Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina, que em testemunho da grandeza desta missão lhe concedeu o título de Doutora Honoris Causa, expressa seu profundo pesar pela tragédia que a abateu em pleno cumprimento de sua missão humanitária. Da mesma forma, a Cátedra da Unisul – Participação e Solidariedade, desta universidade, que a teve como membro de seu conselho superior, função onde em meio de seu imenso trabalho no mundo, teve a humildade de encontrar tempo para ajudar a construir um mundo melhor, terá em Zilda Arns o exemplo maior dos valores humanos a que se dedica.

A Unisul, ao externar sua solidariedade ao luto que cobre o Brasil e, especialmente, o sul de Santa Catarina, sua terra natal, solidariza-se com os seus familiares e com todos aqueles que com ela cooperaram, especialmente a CNBB e seus milhões de agentes das pastorais da saúde e do idoso que ela criou e por longos anos presidiu.

A universidade tem a certeza de que a missão da Dra. Zilda Arns, agora com a proteção de seu carinhoso olhar desde o infinito para onde foi chamada, há de prosseguir com todos aqueles que acreditam na valorização da vida como supremo valor para a construção de um mundo melhor.