Prof. Maurício da Silva
Mestre em Educação

Todo tipo de violência, contra quem quer que seja, deve ser repudiada, apurada e os comprovadamente culpados, punidos no limite e no rigor da lei.

 Em menos de cinco dias, o país viu sua memória virar cinza e um candidato à presidência da República foi esfaqueado. Isso evidencia que estamos mais próximos da barbárie do que da civilidade.

  A democracia oportuniza a conquista do poder por meio do voto em vez de por meio das armas. Oportuniza, então, que o argumento seja a força em vez de a força ser o argumento. Isso constitui avanço civilizatório do qual o Brasil aderiu.

 Portanto, quando armas, que ferem o corpo ou a alma, são utilizadas como solução, significa que o país mergulhou na barbárie.

 O Brasil precisa fazer a travessia da incompetência e da corrupção – que infelicitam a maioria dos brasileiros – para a eficiência e a ética, mas jamais conseguirá por meio da violência.

 Violência gera violência, revanche, discórdia, desunião, inibe investimentos, extingue oportunidades e encarece os serviços. Ademais, se cada um rema para um lado o barco afunda com todos a bordo como ensina o adágio popular e está ocorrendo com o Brasil.

 De país de futuro, figura entre os mais desiguais e entre os mais violentos do mundo ao custo do sossego e de R$ 372 bilhões, pagos por todos os brasileiros, somente em 2016.

Portanto, é hora de todos exercitarem a calma e o respeito aos diferentes para que se possa construir, coletivamente, um Projeto de Nação fundado na democracia, na justiça penal e tributária, na produtividade e na igualdade de oportunidades, a partir das educacionais.

 Reforça-se: Violência gera apenas violência. Jamais gerou – em toda história das nações, incluindo o Brasil –  Paz e Prosperidade.