Sessenta anos trabalhando, mas sem ser empregado no sentido jurídico do termo; sessenta anos ligado umbilicalmente à cidade e arredores; sessenta anos vivenciando a religiosidade em moldes sociais; sessenta anos educando, criando escola, creche, sociedade assistencial, e, rezando missa, arrastando-se em procissões, omiliando, “locutando” no seu “sinos da catedral” na rádio Tubá… Ora, um cidadão deste não é só um padre, é parte integrante da moderna história da cidade, da diocese que decisivamente consolidou.

Escrevo sobre o Pe. Raimundo, é claro. A população presta homenagens ao pastor e empreendedor social, porque sessenta anos de trabalho ininterruptos é meta que poucos alcançam, independentemente da profissão. Por isso que é relevante abstrair-se a figura do padre da do cidadão Raimundo Ghizzoni. A sua condução pastoral é irretocável, porém, sua trajetória participativa nas causas socioeducacionais da cidade o colocam num patamar inatingível para muitos de nós, seus concidadãos.

A vitalidade octogenária do homenageado reflete uma existência priorizando o bem e as coisas boas; retrata a empatia conquistada no seio da comunidade e que resulta vivamente em benefícios concretos aos mais desassistidos.
A cidade tem de ser grata ao cidadão Raimundo Ghizzoni e os católicos certamente confraternizam-se com um padre na verdadeira acepção da palavra. Parabéns.