O  governo Dilma é mesmo um governo de mulher: todo mês sangra. Submisso, não tem uma identidade própria, uma cara. É um governo que quer preservar a família, o patrimônio, os privilégios. Velho, cansado e viciado, Dilma tenta administrar a casa de um ex-marido, com vários amantes. Por isso, renuncia às próprias certezas, os sonhos, para cumprir a triste tarefa de mãe zelosa, enquanto os filhos fazem estripulias, tendo a certeza da complacência do pai ausente. 
 
Em estado de eterna renúncia, Dilma tornou-se uma clandestina, refugiada em um aparelho de estado. Enquanto isso, os amigos dos filhos fazem a festa, despachando oficialmente dentro dos ministérios, usando a estrutura da casa grande para impressionar os convidados. É um governo de sombras e de sobras, como se viu no mensalão institucionalizado dos restos a pagar. O que o Lula fez com dinheiro transportado em malas e cuecas, Dilma fez com verba oficial, recebendo duas vezes ao que se pagou em apenas uma parcela.
 
O que verdadeiramente pensa Dilma? Qual o seu projeto de governo? Qual a sua visão de Brasil e de mundo? Afinal, ela é contra ou a favor de liberar os documentos secretos, aqueles que podem revelar os escombros da Ditadura e seus torturadores escondidos no porão da história? Qual é mesmo o seu pensamento sobre isso? Como uma chefe de família que não quer perder o apoio e a complacência do ex-marido, ela não tem convicção, não tem uma ideia clara, um pensamento crítico sobre o tempo e a história. Vai ao sabor dos ventos, para onde soprar as declarações dos seus muitos amantes.
 
Sobre a liberação dos projetos e licitações para a Copa de 2014, a mesma indefinição, a mesma falta de pulso, de transparência, de opinião. Ela, que nos parecia ser tão austera, com uma postura firme em suas decisões, agora titubeia, esperando sempre o aceno e a autorização do eterno ex-marido, que vigia tudo à distância. Por ele, ela administra até vaga de suplente no Senado. 
 
Até bem pouco tempo, defendia as empresas nacionais, dizendo serem elas o grande agente mobilizador e desenvolvimentista da nação. Agora, autoriza o aumento contumaz da taxa selic, atingido diretamente o empresariado e a indústria nacional, fazendo a alegria dos banqueiros que lucram com os juros da especulação em detrimento da produção. Talvez por isso elogiou tanto Fernando Henrique Cardoso, como um recado sutil de que tem hoje um pensamento diferente quanto a política interna e a valorização da produção nacional. Sinceramente, não era isso que esperávamos dela e de sua história.
 
Na juventude, enfrentou o poder. Na velhice, teme o perder. Hoje, é apenas uma caricatura do que um dia foi, vencida e rendida pelo tempo. Na presidência, tornou-se tudo aquilo que ela nunca quis ser. Na verdade, acredito mesmo que Dilma tem é medo de ser feliz!