Santa Catarina vem se destacando no cenário nacional, também pela boa performance educacional, e Tubarão contribui, exponencialmente, para isto.
Enquanto o IDH educacional do estado é 0,906, o de Tubarão é 0,924, – dados da secretaria de estado do planejamento.

A conquista é fruto de longo e persistente trabalho, cujo início se deu no final da década de 80, quando foi implementada a primeira versão da Proposta Curricular Catarinense:
Pressupostos definem como os catarinenses podem acessar e permanecer com sucesso na escola.
Mesmo com marchas e contramarchas na década de 90, a região tubaronense sempre esteve à frente dos esforços para que as novas diretrizes educacionais fossem praticadas em todas as escolas. Para tanto:

1) Enfrentamos as naturais resistências: a) participando da melhoria da compreensão da citada proposta, através da elaboração, publicação e distribuição para todos os professores das 2ª e 3ª versões; b) oferecendo capacitações, não apenas para representantes de escola, mas para a escola toda. 2) Investimos forte na significação dos conteúdos escolares e em nova concepção de avaliação do processo ensino e aprendizagem.

3) Criaram-se os planejamentos bimestrais, para os quais todos os professores, assistentes, diretores e especialistas reúnem-se, por série e por turma, a fim de preparar as aulas, dando continuidade e aprofundando o aprendido nas capacitações.

4) Orientamos, no início de cada ano letivo, a revitalização dos projetos pedagógicos de todas as escolas. 5) Elegemos indicadores (evasão, repetência, faltas dos alunos e professores), listamos as formas para melhorá-los, monitorando-os, bimestralmente, para que as ações sejam (re)direcio-nadas.

6) Implantamos projeto para prevenção e combate à violência e percorremos todas as escolas, sensibilizando pais, professores e diretores a criarem as escolas de pais (já em funcionamento). É sabido que a cumplicidade da família com a escola e outras instituições é fundamental à melhoria do desempenho escolar e à vida saudável dos alunos.

Nada, no entanto, está consolidado. Mudança de hábito é sempre muito difícil, mesmo quando dados nacionais (Saeb) e internacionais (Pisa) denunciam a necessidade. Foco, capacitação, monitoramento, motivação e perseverança são essenciais.