Foto:Kalil de Oliveira/Notisul
Foto:Kalil de Oliveira/Notisul

Quase 15 minutos de ventos a mais de 97 km/h. Mais de 100 mil unidades sem energia elétrica. Além de Tubarão, cerca de outros 12 municípios atingidos na região. Casas desabadas, telhados arrancados, árvores tombadas, metais retorcidos, janelas estouradas, móveis destroçados […] Cenário devastador. Diante do muito a contabilizar – excetuando perdas humanas, porque esta dor a matemática não alcança – uma pergunta: por onde recomeçar?

Não é a primeira vez que a cidade de Tubarão se vê diante desta triste contabilização dos estragos deixados pela fúria de fenômenos naturais. Após a passagem do raro fenômeno meteorológico deste domingo, 16 de outubro, a população sensibilizada pela Enchente de 74, rememorou sua força resiliente e solidária. Desta vez, não houve a mesma gravidade daquele evento, mas exigiu dos habitantes da região Sul e dos tubaronenses em especial que respondessem, novamente, à pergunta: “por onde recomeçar?”.

No entanto, antes mesmo que se tivesse tempo de avaliar a questão, antes que se desse o devido descanso, pausando a vida entre o susto e o lamento, a população recomeçou imediatamente, juntando restos, empilhando, consertando, muitas vezes correndo riscos desnecessários, sem atentar à instabilidade das estruturas semidestruídas, mas em uma demonstração inequívoca da determinação de um povo que recusa o papel de vítima e se põe logo a trabalhar. 

A Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), cujas perdas materiais foram consideráveis, também desta vez se coloca ao lado da população e compartilha de seu espírito resoluto e empreendedor. Solidária às comunidades, empática com as perdas e danos sofridos por muitos de seus funcionários, a Unisul, Universidade Comunitária, une seus esforços ao de todos e afirma: juntos, vamos reconstruir!