Terça feira, 24 de março de 2009. Há exatos 35 anos, Tubarão sofreu a histórica enchente de 1974. A cidade ficou parcialmente destruída e 199 pessoas morreram.
De lá para cá, o rio que embeleza e tem o mesmo nome da cidade continua assustando cada vez que chove muito a partir da encosta da serra. Mais recentemente, qualquer chuva de uns trinta ou quarenta minutos é suficiente para alagar diversos pontos da cidade, revelando grave falha no sistema de escoamento pluviométrico.
A recorrência em Tubarão – houve outras enchentes antes da de 74 – e em Blumenau e Itajaí indica que a nossa cidade sofrerá nova tragédia, com proporções maiores que a de 74, porque a cidade cresceu mais que dobro e a população ribeirinha aumentou consideravelmente, sem que nada tivesse sido feito para evitar.

Por esta razão, solicitei, através da câmara de vereadores, que se realizasse audiência pública, que se transformou, com a participação da prefeitura e da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Vale do Rio Tubarão (Area), no Seminário 35 Anos da Enchente de 1974.
O objetivo do evento, que ocorrerá hoje, no auditório da Amurel, é dotar a Defesa Civil de informações que permitirão articular o governo e a sociedade de Tubarão, de Santa Catarina e do Brasil, para produzirem ações que resultem em prevenção e reação eficiente, uma vez que estes desastres naturais são inevitáveis, mas os seus efeitos podem ser minimizados.

Por esta razão, será composto por 12 palestras, divididas em três blocos, que objetivam apresentar: 1) o histórico e os dados técnicos, climáticos, fatores e medidas da catástrofe de 74; 2) formas de prevenção e reação, como as ações desenvolvidas pelo município, que serão enriquecidas a partir dos debates, os sistemas de comando, a participação do governo do estado através do 8º Batalhão do Bombeiro Militar, da Epagri, do GPC frente às catástrofes ambientais, e do Deinfra, e do governo federal, nos projetos de grande monta; 3) encaminhamentos para o próximo seminário, que está agendado para o dia 25 de maio deste ano, onde será avaliado o que e como caminhou neste intervalo de tempo e as próximas medidas a serem adotadas. A mediação será feita por pesquisadores locais, de Florianópolis e de Curitiba.

Em 24 de março de 2009, hoje, intensificaremos uma caminhada que somente terá fim quando todos os tubaronenses e os respectivos patrimônios públicos e privados estiverem seguros das intempéries que ameaçam nos assolar.