O trânsito em Tubarão em dias normais já é considerado difícil, devido ao grande número de veículos que circulam nas ruas e avenidas estreitas resultantes do mal planejado dos bairros e do centro de nossa cidade. A questão planejamento, nos dias atuais, não é culpa de ninguém que está no poder atualmente, mais sim de políticos e engenheiros do passado que não pensavam no crescimento de nossa cidade no futuro. Em Tubarão, temos aproximadamente 60 mil veículos e uma população de 100 mil habitantes. Acrescentando a esse número, temos os veículos das cidades que compõem a Amurel, circulando diariamente em nossa cidade. Em dias de chuva, como foi no último fim de semana, o transtorno é maior ainda, fazendo com que o motorista desequilibrado e despreparado fique a ponto de dar murros no volante. Tentando achar um culpado por sua impaciência existencial.

No ultimo sábado, tivemos o Dia D. Esse evento de grande importância para o desenvolvimento de nosso comércio tem seu ponto estratégico na avenida Marcolino Martins Cabral, dificultando um pouco mais o trânsito no centro da cidade. Ora, que todos esses fatores – mal planejamento da cidade, chuva, Dia D, alagamento, pessoas deixando para comprar os presentes dos Dias das Mães na última hora – só poderiam resultar em trânsito congestionado em todos os sentidos. O senhor Moacir Juncklaus, incomodado com os problemas que afligem nosso trânsito, e com razão.

Escreveu para esse jornal relatando: “Nos dias atuais, não podemos esperar que nossa população fique à ‘mercê’ de ordens superiores para que as iniciativas sejam tomadas para benefício de todos. O que se viu, no caótico trânsito de nossa cidade nesse último evento, é a passividade e falta de iniciativa que nossa Guarda Municipal se posicionou na referida situação: parados sob as marquises (fator chuva), muitas vezes em duplas, sem tomar as devidas providências para controlar o fluxo de automóveis. Enquanto isso, as filas se prolongavam em todos os sentidos – Marcolino Martins Cabral, Marechal Deodoro, Lauro Muller, Cel Cabral, Ponte Francalacci, fazendo com que a situação se tornasse insuportável”.

Ora, que se o trânsito estava congestionado em todos os sentidos, seria incoerente a Guarda Municipal interferir manualmente. Por estarem todas as ruas congestionadas, não haveria para onde desafogar o trânsito. A interferência naquele momento causaria um transtorno maior ainda e a decisão de deixar o trânsito fluir normalmente foi pensada com a intenção de beneficiar a coletividade.

A Guarda Municipal interferirá nos semáforos quando essa ação for a mais adequada, observando todos os aspectos positivos em prol da coletividade, não movida pelo conhecimento empírico de uma visão pessoal equivocada. Uma ação errada tomada no trânsito pode gerar uma reação negativa, gerando transtornos em diversos pontos da cidade. Portanto, as decisões não podem ser tomadas a olho nu, é preciso uma visão mais apurada dos fatos para que a decisão seja a mais correta. Por fim, o que não pode é tentar culpar a Guarda Municipal pelos problemas no trânsito sem analisar todo o contexto que levam aos transtornos, sob o risco de cometer injustiça com aqueles que estão sempre dispostos a contribuir para a construção de uma sociedade mais justa.