A qualidade que se busca na educação exige ações em diversas frentes. Uma delas é a efetiva participação dos pais na gestão da escola e na vida escolar dos filhos. 1) Estes devem, todos os dias, ao retornarem do trabalho, ou seus filhos, da escola, indagá-los sobre o que aprenderam e sobre o que aconteceu no educandário. A indiferença transparecerá a estes últimos que não há interesse pelo que aprendem, se aprendem ou no que acontece na escola – o que, com certeza, fará com que se sintam descompromissados.

2) Toda criança tem o direito de brincar, assistir à TV, enfim, divertir-se, mas tem o dever de fazer as tarefas. É responsabilidade dos pais garantir que isto aconteça, motivando, disciplinando os horários, preparando o ambiente (iluminado, limpo, sem atrativos para distrações), interessando-se pelo que a criança está fazendo e ajudando sem, no entanto, fazer para ele.

3) Comparecer na escola sempre que for chamado ou se perceber comportamento estranho no filho. É esta a forma de não permitir que problemas (de rendimento ou de indisciplina) agigantem-se, tornando-se irreversíveis. Prevenir para que não ocorram problemas é ainda melhor. A presença e o acompanhamento dos pais refletem-se na atitude dos filhos e dos professores, comprometendo-os com resultados positivos.

4) Cobrar falta e possível mau desempenho de professores e diretores. A excelência desejada ocorre também quando todos se ajudam e exigem-se mutuamente no cumprimento das obrigações. Frouxidão nunca trouxe resultado positivo. 5) Participação na gestão da escola. Os dirigentes escolares passam mais tempo na escola do que nas suas casas. São mais absorvidos pela escola que pelas outras demandas da vida cotidiana.

Mas, é bem verdade, farão ainda melhor se mais pessoas estiverem pensando e agindo juntas. As APPs e os conselhos deliberativos são ótimos instrumentos de participação escolar dos pais. A operosidade e a transparência que se cobra de todos começa pela participação. Xingar e reclamar de longe não resolve. É preciso envolver-se, participar. Fazer a sua parte e exigir que os demais façam as suas.