Cada vez mais, as pessoas procuram alternativas a fim de extravasar suas emoções, buscando maior equilíbrio entre trabalho e lazer. A exiguidade de tempo, o apelo familiar e o estresse do cotidiano são fatores que motivam essa busca.

O mundo contemporâneo norteia tendências, modas e, principalmente, necessidades das pessoas. Recursos virtuais, com a internet, conforto, comodidade e entretenimento passam a ser valores agregados que pesam decisivamente no conceito dos consumidores. Modelo de loja com quatro paredes, produtos expostos e vendedores desqualificados vão dar espaço aos empreendedores que entenderem na essência a sua função de atender, de forma plena, as expectativas do público. Acompanhar estas mutações de comportamento e estruturais é uma obrigação do varejo, sob pena de deixar de existir, lembrando que quem dita as regras de consumo é o mercado de consumidores, que avançam em busca do melhor para si.

Ganha vulto a ideia de transformar o comércio tradicional em vários núcleos de shopping a céu aberto, proporcionando conforto, comodidade, atendimento diferenciado e entretenimento, visando à satisfação plena do consumidor, sem, contudo, que as lojas de rua percam o charme e a interatividade humana. As ações que envolvem esta transformação são: mudança radical do aspecto visual, padronização, mix de lojas e atrativos para a família.

É na rua que jogamos conversa fora. É na rua que se constrói e se conta a história do mundo. É na rua que se reveem amigos, que se formam amizades. A rua é um campo neutro de ninguém e de todos ao mesmo tempo.

Longe de se constituir num projeto independente, o que se propõe é a melhora na qualidade de vida por meio de uma maior interatividade do consumidor e de toda população. É salutar que as pessoas conversem mais e que se conheçam mais. A ideia é “tirar” as paredes das lojas transformando-as num único local em que as pessoas tenham prazer em frequentar.

Reforça este pensamento a reavaliação dos gestores dos centros de compras, que estão adotando cenários naturais para os shoppings centers como forma de incorporar a esses empreendimentos aspectos essenciais do comércio tradicional.
E viva a rua!