Em uma recente entrevista, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou: “Agora, se ganham José Serra ou Dilma Rousseff, nenhum deles tem o estilo do Lula ou o meu”. Caríssimos! É uma declaração óbvia, embora, senão houvesse o evento Lula, a presidenciável Dilma (PT) seria mais uma candidata nanica. Doravante, José Serra (PSDB) só não leva a presidência no primeiro turno porque existe o evento Lula. Como Serra mencionou, “Lula está acima do bem e do mal”. Portanto, compete ao pré-candidato José Serra trabalhar em sua campanha se quiser ganhar e Dilma ser sombra de Lula pelo menos no período eleitoral.

E o trabalho do pré-candidato José Serra, ex-governador de São Paulo tem que se intensificar, pois, segundo Datafolha, ele caiu e sua principal adversária subiu. Acredito mais na explicação Lula/Dilma/PT, com suas apresentações em programas e comerciais partidários e sem contar o recurso do governo, ou seja, o governo hoje pede apoio a sua candidata. Lembrando que, desde o ano passado, Lula já vem anunciando sua candidata pelo país a fora.

Enquanto Serra deixou seu lançamento no período de desincompatibilização. Com isso, temos o lado positivo de eliminar o risco de desgaste e o lado negativo que demorou demais, já que a concorrente estava a todo vapor. Ainda de Serra, podemos dizer que foi sábio em não atacar Lula e seu governo. Como também afirmar que vai manter e aprofundar o Bolsa-Família e só resta dizer que vai triplicar o programa. Sem contar suas visitas ao nordeste e os discursos para os que têm empregos e aos que estão à procura do mesmo.

No último encontro da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, José Serra aumentou o tom de suas críticas e questionando os excessos de cargos comissionados na esfera pública, ao dizer que: “há uma obesidade na máquina”. E enfatizou também que o país: “tem a maior taxa de juros e a maior carga tributária do mundo, entre os países emergentes ou em desenvolvimento”. Ainda nesse encontro, Serra afirmou que o Brasil é “campeão” por ter a maior taxa de juros do mundo, pelo fato de entrar governo e sair governo e continuar com as altas taxas. Por fim, falou que o governo não resolveu o problema de infraestrutura do país. O que podemos constatar é que nos últimos dias os presidenciáveis estão ficando cada vez mais à vontade e os eleitores só escutando seus inflamáveis discursos.

Agora vem o período do exílio daqueles que irão disputar as eleições de 2010. A Copa do Mundo silenciará e auxiliará para que os candidatos concentrem-se em reuniões, avaliações e programas. Assim que passar a Copa, o país volta ao normal e será hora de escolher o novo presidente. Por conseguinte, ambos têm condições absolutas de serem bons presidentes. Entretanto, o período eleitoral será marcado por uma diferença, ou seja, o candidato tucano será visto como Serra ponto com na hora de clicar nas urnas. Por outro lado, a petista será associada como Dilma ponto gov no momento de seus clicks.