O assunto política não agrada muito as pessoas. Ao pegarmos um jornal impresso, podemos ir rapidamente para coluna de esporte ou da polícia. É mais fácil encontrar alguém que saiba o nome da seleção de Dunga ou dos personagens das novelas, e que não conheça o nome dos nossos deputados federais. Será que saberíamos dizer os nomes de nossos vereadores? Política não é acompanhar escândalos e vender o seu voto. E sim uma ciência de administração da nação ou do estado. Aristóteles diria: o homem é um animal político. Será mesmo?

A origem da palavra política vem dos tempos em que os gregos organizavam-se em cidade-estado, chamadas “polis”. Para Platão, o governante deve ser alguém dotado de uma formação filosófica. Enquanto para Aristóteles, a política é um desdobramento natural da ética, a qual está preocupada com a felicidade individual do ser humano, e a política preocupa-se com a felicidade coletiva. A partir dos clássicos, o que mudou com a nossa política?

O nosso senado não vem dando motivos de nos orgulharmos. Mas a culpa não é apenas deles. Embora que a aprovação do governo Lula esteja em alta, é marcado também por corrupções. E um terceiro mandato, seria como o próprio presidente falou: brincar com a democracia. Só que eu me pergunto, ele tem autoridade para colocar Dilma Rousseff como pré-candidata, e não tem poder de parar com essas especulações do terceiro mandato? Estaria ele gostando disso? Ou melhor, ele não sabe mais uma vez o que está acontecendo?

O presidente do senado, José Sarney, diz: “a crise não é minha, é do senado”. E quem é o senado? Luiz XIV diria: L’État c’est moi (O estado sou eu). Aqui, a história é outra. Por outro lado, clamam por uma reforma política. Mudar o sistema e permanecer com os mesmo colarinhos brancos vai mudar alguma coisa? Nossa política precisa de socorro, somos nós que podemos ajudar. É bom lembrar que só pode ajudar quem tem consciência limpa diante as urnas. Quem vendeu o seu voto não tem direito de reclamar, mas tem a chance de fazer algo melhor. Nossas instituições precisam de um transplante de ética e moral, com novos valores em suas veias. Pois a mosca azul continua picando, e os eleitores têm o papel de ser os primeiros mudar.