A pior crise é a crise de nervos!
Infelizmente, o mundo vive uma paranóia, que aumenta, exacerba, torna maior o tamanho da depressão, e é, até, capaz de criá-la…
Neste 12 de abril, devemos lembrar o decurso de 64 anos da morte do 31º presidente norte-americano, Franklin Delano Roosevelt. Indiscutivelmente, ele transformou-se uma das mais importantes figuras públicas do século passado, por ter tido reações enérgicas e positivas em todas as crises que enfrentou.

Ao assumir o seu mandato, no dia 4 de março de 1933, herdou uma economia no fundo do poço, na chamada Grande Depressão, que arruinou a Bolsa de New York, desde o dia 24 de outubro de 1929 (a chamada Quinta-Feira Negra). Seu antecessor, o fraco e, já então, desmoralizado Herbert Hoover, entregou-lhe um país em ruínas, e um mundo em chamas, assolado pelos fascismos de esquerda e de direita.

Milhões de pessoas passavam fome, os bancos haviam falido e as perspectivas eram as mais sombrias para a economia ocidental. Inspirado nas idéias do economista inglês John Maynard Keynes, Roosevelt concebeu o “New Deal”, que recuperou a economia e reergueu o país. Graças a isso, e a seu carisma e autoridade, foi reeleito por elevada margem de votos em 1936, 1940 e 1944.
No discurso de posse de seu primeiro mandato, diante de uma nação de joelhos e sedenta de esperança, afirmou: “A única coisa que devemos temer é o medo”. Com seu exemplo e coragem indomável, fez com que seus compatriotas recuperassem a fé em seu país e a confiança no futuro.

Quando morreu, exatos 143 dias antes do fim da II Guerra, Roosevelt não apenas havia debelado a crise econômica, como também derrotara os dois fascismos (Hitler e Mussolini) e o expansionismo japonês. O fim do fascismo de esquerda demoraria outros 44 anos para ocorrer, com a queda do muro de Berlim, em 1989.
Barack Obama assumiu o governo em situação semelhante, com um saldo, já, de 650 mil desempregados, e uma população desesperada. O decantado “Americam Dream” tornou-se num pesadelo. E o tumor canceroso da economia norte-americana vem espalhando suas metástases por todo o mundo.

Contrariando o ditado de que “a história não se repete”, o presidente Obama recebeu o país em frangalhos, com um rombo nas contas, o sistema bancário em derrocada, empresas centenárias falidas e o povo americano – reconhecido, historicamente, por seu grande orgulho de Pátria – com baixa autoestima, que se acentuou com o desastre das guerras de revanche ao terrorismo. O 11 de Setembro deixou no povo americano um trauma maior do que o massacre da tropa do General Custer ou o bombardeiro da Base Naval de Pearl Harbour.

Ainda que Barack Obama invoque simbolicamente a herança de Lincoln, repetindo sua viagem de trem para a Casa Branca e discursando no Lincoln Memorial em Washington, ainda que muitos de nós ao olhá-lo enxergássemos o mesmo carisma e o mesmo capital de esperança de John Kennedy, na verdade, historicamente, a comparação mais precisa seria de Obama com Roosevelt, aluno de Harvard como ele, e submetido a desafios tão grandes como os enfrentados por seu antecessor.
Oxalá seja ele bem sucedido e a história se repita!