Reportagem da revista Veja, repercutida no editorial do DC (3/07/11), anunciando que as notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) serão fixadas nas portas das escolas, reforça orientação similar que fizemos às escolas da gerência de educação de Tubarão, em 2004, com base  nos ensinamentos do economista e articulista da própria revista, Cláudio Moura Castro.
 
A citada reportagem de 26 de junho de 2011, intitulada “Pela transparência”, foi baseada em  projeto de lei do deputado federal Edmar Arruda (PSC de São Paulo), sugerido pelo também economista e articulista da Veja, Gustavo Ioschpe.
 
A ação pretende contribuir para melhorar a aprendizagem dos alunos, de duas formas. Uma é escancarando a caótica realidade das escolas que, mesmo formando jovens incapazes de ler, compreender um texto e resolver operações simples de matemática, têm o ensino aprovado por 90% dos pais e alunos. Outra, é possibilitar que as famílias comparem as notas das escolas e possam diferenciar as boas das ruins. As boas ficarão em evidência e as ruins terão que melhorar para não perder alunos e fechar as portas.
 
A ideia de Castro, publicada na edição de 12 de novembro de 2003, é mais abrangente e menos ostensiva. Relata constatação de cartazes, gráficos e tabelas nos corredores e salas de aula de uma escola municipal de Funilândia, no interior de Minas Gerais, contendo  a missão de alunos, professores, direção e serventes, diagnóstico dos problemas, metas, formas e prêmios para quem as alcança.
 
Para Castro, a referida escola, que apresentou desempenho superior  à média  estadual, “adota  técnicas de gerenciamento das melhores empresas, que não substituem a pedagogia, mas fazem soar o alarme quando esta falhar”. Isto é: define prioridades para todos, convertendo-as em metas educativas concretas. Decide como ensinar (pedagogia) e mede os seus próprios desempenhos.
 
Tais ideias (exceto premiar), complementadas por métodos, que oportunizam a participação de professores, pais e alunos nas decisões escolares, e pelas fundamentações didático-pedagógica e epistemológica, revolucionaram a elaboração do projeto político-pedagógico das nossas escolas. De belas cartas de intenções, para cumprir formalidades legais, que não saíam do papel, tornaram-se importantes instrumentos de reorganização do trabalho pedagógico, na direção da melhoria qualitativa do ensino.
 
Também colhemos, vale lembrar, bons resultados ao conquistarmos, no ano de 2005, IDH educacional acima da média do estado. Agora conhecemos as vantagens da exposição de dados, principalmente, dos resultados, muito além dos corredores e salas de aula: na frente das escolas, como apareciam já na entrada e na recepção da gerência de educação.