Em relação à carta do leitor Ricardo da Silva (13/08/09), o Ministério da Saúde esclarece que trabalha com total responsabilidade e transparência para proteger a população contra o vírus influenza A (H1N1). Imediatamente após o primeiro alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o vírus, foi acionada uma rede de 68 unidades de referência devidamente preparadas para atender aos casos mais graves da doença, com cerca de dois mil leitos para internação e os medicamentos necessários ao tratamento.

Além disso, o ministério tem ocupado os meios de comunicação para colocar a população a par dos cuidados necessários à prevenção e também dos procedimentos que devem ser adotados aos primeiros sintomas de gripe, sendo o principal deles o procurar um médico ou um posto de saúde. Tudo está sendo feito de acordo com as normais internacionais e com base em evidências científicas disponíveis.

Infelizmente, óbitos têm sido registrados no Brasil, mas o esforço que tem sido feito conseguiu evitar um agravamento ainda maior do quadro. Hoje, comparando-se as taxas de mortalidade pelo H1N1 dos 15 países com maior número de óbitos, a do Brasil, de 0,09 por grupo de 100 mil habitantes, está na 14ª posição, numa situação menos grave que a de países como, por exemplo, a Argentina, Estados Unidos, México e Canadá. O Reino Unido, na 15ª posição, tem uma taxa de 0,06 por 100 mil, próxima à do Brasil.

Quanto à cobrança do leitor em relação à necessidade de mais verbas para a saúde, informamos que o ministro José Gomes Temporão tem feito uma defesa contundente em favor da aprovação, pelo congresso nacional, do projeto de lei que regulamenta a Emenda Constitucional 29, que, além de definir o que realmente é gasto com saúde – evitando o desvio de recursos do setor para outras áreas -, cria uma fonte de recursos, proveniente da arrecadação de impostos, exclusiva para financiar o trabalho do Sistema Único de Saúde (OMS).

Para concluir, informamos que, graças ao trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com os estados e municípios, o Brasil registrou, em 2009, uma redução de 50% no número de casos de dengue e de 70% na mortalidade, em comparação a 2008.