Nos últimos oito anos, o piso nacional do magistério subiu 258%. De R$ 950 em 2009, o salário inicial para quem cumpre 40 horas semanais está em R$ 2.455,35. O valor ainda não é o ideal, é verdade. É inquestionável a importância dos professores na formação dos cidadãos e de outras profissões mais bem remuneradas. Mas a busca por esse ideal já esteve muito mais longe.

O ponto negativo é que, apesar do piso ser regulamentado pela Lei n° 11.738, de 16 de julho de 2008, nem todos os municípios pagam. Tubarão, felizmente, faz o seu dever de casa direitinho, em dia. Inclusive, o prefeito Joares Ponticelli já repassou na folha de fevereiro, paga na última quarta-feira, o reajuste de 6,81% anunciado pelo Ministério da Educação para 2018.

Muitas pessoas podem dizer que Joares não faz mais que a obrigação. Com certeza, concordo plenamente! Mas é preciso lembrar que nem todos os prefeitos têm conseguido cumprir com esse dever, diferente de Tubarão, que tem respeitado o que precisa ser feito. O município, aliás, destaca-se entre os que melhor pagam os professores em Santa Catarina e muitos profissionais que trabalham na rede estadual têm migrado para a rede municipal na primeira oportunidade que surge.
Neste ano, o aumento foi o dobro da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), e na prática vai significar uma motivação a mais para os 690 educadores que atuam nas escolas e nos Centro de Educação Infantil, entre efetivos e contratados em caráter temporário.
Investir mais na educação é o caminho para o desenvolvimento e para garantir mais qualidade de vida à população, porém, em contrapartida, um dos maiores desafios dos gestores públicos. A educação é um dos três requisitos que medem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), ranking pelo qual o Brasil ocupa o 79º lugar de um total de 188 países. Essa posição na lista confirma o quanto ainda precisamos subir degraus para conquistar excelência. E, no ensino, a excelência passa necessariamente pela valorização dos professores.

Ainda vai chegar o dia em que não precisaremos mais comemorar o cumprimento de obrigações. Mas, enquanto esse dia não chega, é essencial mostrarmos o quanto pequenas ações podem fazer toda a diferença.