Meu saudoso Avô Walter Zumblick foi homenageado, com o nome da praça central de nossa cidade que tanto gostava, onde residiu, por ser uma das únicas opções de lazer, com árvores, parquinho, local para as crianças andarem de bicicleta, mas que deixou de existir, com a construção do museu, além de cortarem a sua extensão para a passagem de veículos.

Como observador atento, escreveu por anos a Crônica “Da Minha Janela” no jornal do meu outro avô, Manoel Aguiar, sobre fatos do cotidiano de nossa próspera cidade, que deslumbrava a todos com sua pujança de empresas e economia representativa, segurança, qualidade de vida.

Posteriormente, também sobre nossa cidade, escreveu o livro Este Meu Tubarão, fazendo um relato histórico da sua fundação até aquele momento.
Sinto remansosa saudade destes tempos, que sequer vivi, face a realidade que estamos vivendo em nossa cidade hoje.

Atualizando “Da Minha Janela”, assisti ontem (quarta-feira) tímida, porém significativa, passeata de cidadãos munidos de faixas pedindo providências contra o abandono do poder público que nos encontramos.

Contei, nesta segunda-feira pela manhã, nove, isso mesmo, nove cachorros de rua, comodamente estacionados na calçada da frente do Art Hotel, posteriormente mais cinco em frente de uma pastelaria ao lado do Supermercado Giassi, totalizando 14 cachorros em pleno centro da cidade. Onde está o controle de zoonoses?

Recebo com surpresa a notícia que o índice de assassinatos em nossa cidade é superior “per capta” ao de São Paulo, contabilizando apenas neste ano 11 homicídios, dentre eles de um trabalhador, pai de família, vítima de bala perdida, no centro da cidade.

Recebo com total desprezo o alarde feito para a instalação de quatro câmeras de segurança em nossa cidade. Para quê? Bastaria colocar quatro viaturas de polícia nas áreas de tráfico de drogas, devidamente mapeadas.
Não possuímos rede de tratamento de esgoto doméstico, que é lançado diretamente “in natura” no mesmo rio que coletamos a água para beber.

A duplicação da rodovia BR-101, no trecho que corta nossa cidade, está paralisada.
Até quando ficaremos neste estado de torpeza e inércia? Até quando nossos representantes na câmara de vereadores ficarão discutindo as traições dos colegas nas composições de seus interesses? Até quando nossas forças vivas permanecerão omissas a tamanho descaso e descalabro?

É esta a cidade que queremos para o nosso futuro e de nossos filhos?
Desculpe o meu desabafo, mas estamos em ano de eleição e temos que repensar nossos preciosos votos para aqueles que efetivamente assumirem compromissos com os problemas que estamos vivenciando.