É inegável a determinação do suinocultor catarinense. Os últimos anos para a atividade transformaram agricultores em empresários rurais. Independente do tamanho de sua criação, os desafios e dificuldades forjaram profissionais no gerencimento das granjas de produção. Tecnologia, qualidade e segurança alimentar fazem parte dessa realidade. Por isso uma carne suína reconhecida internacionalmente como segura, excelente para o consumo interno e exportação, ocupando, aos poucos, fatias privilegiadas do mercado mundial.

E não é exagero esta colocação, basta olharmos a gangorra dos preços pagos ao quilo de suíno, nestes anos recentes. Sem contarmos os inúmeros investimentos em equipamentos e instalações e adequação das propriedades às exigências ambientais. Junto ao suinocultor, toda a cadeia envolvida, também passou por intensas transformações. Da agroindústria aos fornecedores de suprimentos.

Porém, os tempos são outros. Mesmo que não tenhamos absolutamente nenhuma garantia de que épocas iguais ou piores ainda se avizinhem, é correto afirmar que estamos vivendo uma nova etapa. Junto ao serviço público de vigilância sanitária, agora atuante e avalizador das recentes conquistas de mercado, colocam-se todos os atores, que permitiram o atual status sanitário.

E assim, de imediato, as oportunidades aos melhores mercados mundiais. Posto isto, feita a primeira lição do tema de casa, vamos ao segundo tempo deste jogo. Olhando as novas demandas mundiais pelas proteínas, tanto de origem vegetal, quanto de origem animal. Não temos receio em afirmar que a produção de alimentos vive seus melhores momentos.

Pelos grãos, vedetes da produção de energia. E pelas carnes, em especial as produzidas sob as condições elevadas de higiene e sanidade. Em especial as carnes catarinenses, que já detinham o selo de qualidade industrial e de processamento, mais ainda agora, com a garantia sanitária. Porém, todas estas conquistas não são perenes. Neste segundo tempo, precisamos sustentar todas as melhorias implementadas. Não basta termos chegado até aqui, como todo negócio que se mostra lucrativo à longo prazo, o retorno de todo este investimento público e privado precisa de tempo.

Cientes destes desafios de toda a cadeia, sendo uma entidade de forte representação profissional, o Núcleo Oeste de Médicos Veterinários, alojado no novíssimo Centro de Cultura e Eventos Plínio de Nês, em Chapecó, faz realizar na região de maior expressão do “suíno-negócio” o I Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS).

Nos dias 13 a 15 de agosto, junto aos mais de 600 profissionais esperados e às 60 empresas apoiadoras deste fórum, cumpriremos mais uma missão eleita nesta entidade, de capacitar intensamente os técnicos envolvidos na atividade de produção de suínos, para garantir a longevidade das conquistas de mercado, que apresentamos acima.

Assim, o estado, atuando ao lado da iniciativa privada, com o engajamento de entidades como o Núcleo de Veterinários, promotor deste encontro, criará melhores condições aos produtores de suínos, aos consumidores desta carne nobre e a todos cidadãos catarinenses. Debatendo o futuro da suinocultura no coração na produção nacional.