Não quero falar do inverno, de solidão, de saudade. Quero falar de aconchego, de carinho, de ternura. Quero falar de seu sorriso, dos seus olhos castanhos, da sua companhia. Pois eu gosto de acordar com o seu beijo, de dizer-lhe “eu te amo”, assim, de maneira simples, descomplicada e sincera.

Gosto das coisas simples: de um sorriso de criança, de um rio de águas claras, de flores, campos e praças. E gosto do meu amor. Gosto da sua companhia, na noite quente ou fria, na tarde de chuva ou de sol. Também gosto de poesia, seja com rima ou sem ela. Mas gosto mesmo é dela, meu poema mais bonito…
Gosto de natureza, simplicidade, pureza, da flor do jacatirão, de terra, mar e de sol.

E gosto mesmo é dela. De segurar sua mão, de sussurrar no seu ouvido, de misturar nossos eus. Gosto do sol na pele, mas gosto mais da luz dos seus olhos castanhos a aquecer minha alma.
Gosto de sonhar, viajar, a bordo do seu sorriso. Ele me embala, enleva-me; leva-me ao encontro de seu coração. Se embarco numa saudade, numa lágrima, numa dor, que falta eu sinto dela: perco-me pelo caminho, à procura da passagem, que é a janela do sorriso, o sorriso da chegada.

Aqueles olhos castanhos, brilhantes pedaços de sol, entraram pelos meus e nunca mais saíram… Aqueles olhos castanhos – meigos, brejeiros, malandros, sinceros – são as luzinhas acesas na janela do seu rosto, convite irresistível que me atrai para o aconchego carinhoso do seu/nosso coração. E eu me sinto em casa, com todo amor que há lá dentro. Só saio para ver de novo aquelas luzes castanhas convidando-me a entrar.

O meu poema é ela, inspiração, emoção, a rima do corpo-a-corpo, pele-a-pele, boca-a-boca, o ritmo em sincronia de corações como um só… A métrica da ternura.
E eu me refaço em nós. Sou eu, completo, por inteiro, sou nós, sou ser. Ela é parte de mim, indivisível, é coração que pulsa no meu peito, é luz a brilhar no meu olhar, é música a tocar nossa canção, é ternura de mãos entrelaçadas, é carinho ao tocar de peles.