Eu queria ser político na minha cidade, não deu, não soube sê-lo. Afastando-me da vida pública, afastei-me do sonho pessoal, do plano de contribuir com meu lugar. Ah!, mas ainda gosto de política. E de participar. 

Então, como eleitor, reflito sobre as próximas eleições. Penso que a nossa Tubarão não é bem administrada pelas autoridades locais, nem recebe a atenção que merece das autoridades estaduais e nacionais.

Estamos relegados. Dou um exemplo: a BR-101 corta o Brasil do Sul ao Nordeste. Tudo nela está pronto. Tudo menos a duplicação de uma ponte. A última e atrasada obra acontece em nossa cidade. Como pode?

Será desleixo da nossa gente? Não! É falta de atitude política. Não temos muitos políticos com prestígio e autêntico poder de ação no estado ou no país. Política, em parte, é ato de boa vontade, mas é muito jogo pesado.

Nós nos acostumamos, mas Tubarão está feia. Mesmo suas vias de acesso carecem de sinalização, de luminárias, de calçadas, de indicação de pontos importantes. Já nem se pintam lombadas ou faixas de pedestres.

Uma cidade é eficiência e crescimento. Também é bom gosto e boniteza. Um lugar enfeado, desconfortável, poluído, desarranjado, com péssima mobilidade urbana restringe à qualidade de vida da gente.

A cidade é a pequena pátria. É no ambiente citadino que se forma nosso espírito de nacionalidade. A cidade é o nosso mundo real. Habita-se o país, mas vive-se concretamente no bairro, na rua, na vizinhança.

Cidadania: a vida na cidade; a vida da cidade. Essas deveriam ser preocupações de todo e cada dia. Digo com segurança: para o bem-estar da vida da gente, a eleição municipal é o pleito mais decisivo.

O prefeito devia ser a autoridade mais importante para o munícipe; o vereador devia ser um legislador selecionado; o juiz devia ter compromisso com o lugar. Nós sabemos que assim devia ser, mas…

Pensemos num bom prefeito: a população espera benefícios de responsabilidade da prefeitura; a prefeitura depende de verbas que estão lá nas capitais. O prefeito, para buscá-las com sucesso, tem que ser hábil, articulado.

Articulado nos caminhos do poder: de Tubarão a Florianópolis, a Brasília. O prefeito tem que ser bom de verdade, ou a cidade retrocede; o povo sofre e paga a conta. O reparo? Quatro anos depois. O momento é agora.

É tempo de pensar o futuro, de analisar perfis, de votar em capacidade política. Aí, o mais aguerrido, mais articulado, mais trabalhador, o melhor político, o mais preparado candidato a prefeito de Tubarão é Joares Ponticelli. Por quê?

A meu ver, votar no atual prefeito é escolher a permanência da cidade no estado em que está. Olavio Falchetti é simpático, honesto, mas não é do ramo. Não entende de política nem de administração pública.

Votar no ex-prefeito Carlos Stüpp é replantar bananeira que já deu cacho. Hábil como negociante, foi competente para resolver sua vida privada. Já na gestão pública deixou nossa cidade endividada.

Joares Ponticelli foi meu adversário quando fui secretário do governo Luiz Henrique. Foi duro, porém leal. Dizia sem meias palavras sua opinião e sabia receber respostas. Cobrava e dava explicações com argumentos.

Joares é político que compreende as artimanhas do poder sem se deixar corromper por elas. Cresceu na vida pública sem enricar na vida privada, foi presidente da Assembleia, disputou a vice-governança do Estado.

Joares não é pouca coisa e vai ser mais. Se queremos espaços, verbas, deferência de autoridades políticas pelo Brasil afora, precisamos de um político que respeite e se faça respeitar nesse universo. Joares é o meu voto.